Augusto Cury (Avante) defendeu o adiamento do acesso de crianças às redes sociais e afirmou que pretende investigar os efeitos dos algoritmos das plataformas digitais. A declaração foi dada em entrevista ao Jornal da Record neste sábado (19), quando ele também apoiou a continuidade da restrição ao uso de celulares em sala de aula.
O candidato à Presidência da República disse que não pretende regulamentar a liberdade de expressão. A proposta, segundo Cury, é examinar até que ponto o funcionamento dos algoritmos interfere nas democracias, na liberdade de expressão e na vida de crianças e adolescentes.
“Nós não vamos regulamentar de forma alguma a liberdade de expressão”, afirmou. Ele também defendeu limitações ao uso de celulares e das redes sociais por crianças e adolescentes.
Uso de celulares
Cury declarou que o contato de crianças com as redes sociais deve ser retardado. Para ele, o celular deve ser adiado o máximo possível, depois dos 10 anos de idade, com atenção especial às plataformas sociais. O candidato disse que é necessário avaliar o papel dessas redes na formação de relações humanas, evitando que sejam usadas como meio de comparação.
Na avaliação dele, a proibição de celulares em sala de aula favorece a aprendizagem e o desenvolvimento de habilidades cognitivas e socioemocionais. Cury relacionou a medida ao raciocínio matemático, à capacidade de se reinventar, à convivência entre estudantes, ao enfrentamento de perdas e frustrações e ao gerenciamento do estresse.
“A proibição foi bem-vinda e deve continuar”, disse.
Rodada de entrevistas
Cury foi o quarto presidenciável entrevistado pelo Jornal da Record neste sábado (19). A sequência começou na terça-feira (16), com Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e teve ainda Romeu Zema (Novo), na quarta-feira (17), e Ronaldo Caiado (PSD), na quinta-feira (18).
Na próxima semana, estão previstas as entrevistas com Flávio Bolsonaro (PL), no dia 21, e Renan Santos (Missão), no dia 22. Cada conversa tem duração de 30 minutos.







