Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) defenderam uma reforma administrativa voltada à redução de gastos no serviço público. Caiado pediu o fim dos chamados penduricalhos, enquanto Zema criticou o tamanho da estrutura federal, que, segundo ele, reúne 38 ministérios.
Para Caiado, a mudança deve combinar responsabilidade dos servidores, critérios de mérito e possibilidade de aumento salarial para quem apresentar bom desempenho. O candidato afirmou que vantagens associadas a decisões administrativas acabam atingindo diferentes níveis de governo. “Você não pode admitir os penduricalhos que vêm junto com decisões outras”, disse.
O candidato também defendeu cortes nos gastos considerados excessivos e a valorização de servidores com bom desempenho. Na avaliação dele, o reconhecimento por mérito deve permitir uma melhoria salarial para quem se destacar no exercício da função.
Zema afirmou que a reforma deveria estar entre as primeiras medidas de um governo. Ao defender uma administração menor, questionou a quantidade de ministérios na estrutura federal: “Acho que não tem nenhum outro país que tem essa quantidade de ministérios”.
O candidato do Novo também disse que quem ocupa um cargo público deve ter vocação para servir. Para ele, o servidor deve atuar em benefício da população, e não usar a estrutura pública em interesse próprio.
Caiado e Zema foram os únicos dos seis convidados presentes no debate. Augusto Cury (Avante) cancelou a participação para viajar a Belo Horizonte e comparecer ao velório do empresário Bruno Avelar. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Renan Santos (Missão) também não participaram.








