O Brasil está entre os 10 países que mais desperdiçam alimentos, embora seja um dos cinco maiores produtores mundiais. As perdas acontecem desde a colheita até o consumo doméstico e envolvem fatores como educação e infraestrutura logística.
Mais de 13% dos alimentos produzidos no mundo são perdidos antes de chegar ao varejo, durante etapas como colheita, transporte e processamento. Já 19% do total disponível ao consumidor é desperdiçado no varejo, nos serviços de alimentação e nas residências.
Informação para reduzir perdas
Jorge de Souza, gerente técnico da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), afirma que o acesso à informação pode ajudar a diminuir o desperdício dentro de casa. Segundo ele, são desperdiçadas 7,5 milhões de toneladas por ano nas residências.
A orientação é que as pessoas busquem formas adequadas de conservar frutas e verduras que costumam consumir em maior quantidade. “É ter a consciência de que esses produtos são perecíveis”, disse Jorge.
O gerente técnico também chama atenção para os impactos econômicos do desperdício. Para ele, produtor e consumidor final acabam arcando com os custos, que podem ser incorporados ao preço dos alimentos.
“Quem paga acaba sendo o consumidor final e o produtor”, afirmou. Jorge classificou como inaceitável o volume de recursos envolvido nessas perdas.







