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Terras raras: plano com marca de Flávio Bolsonaro prevê parceria com EUA
Foto: Divulgação
Brasil

Documento ligado a aliado de Flávio Bolsonaro prevê parceria mineral com os EUA

Apresentação de 22 páginas estima até US$ 100 bilhões em investimentos e nega ter sido produzida para a campanha do senador.

Um documento elaborado por André Marinho, candidato do Novo ao governo do Rio de Janeiro e aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL), propõe uma parceria entre Brasil e Estados Unidos para explorar e processar minerais críticos e terras raras em um eventual governo do senador.

Produzida em inglês, a apresentação tem 22 páginas e se chama “Prosperity Partnership” (“Parceria para a Prosperidade”). A capa traz a inscrição “Flávio Bolsonaro | 2026 Campaign”, enquanto as demais páginas exibem o nome do senador e o mesmo slogan do documento. Os metadados do arquivo identificam Marinho como autor.

O material é datado de 19 de março deste ano. Cerca de duas semanas depois, Marinho viajou aos Estados Unidos e se reuniu com o vice-presidente americano, J.D. Vance. Em maio, Flávio Bolsonaro também esteve em Washington, onde encontrou Vance e o presidente Donald Trump.

Proposta de alinhamento com Washington

A apresentação defende que o Brasil deixe de atuar somente como exportador de matéria-prima e passe a processar os minerais no próprio país. O plano também propõe reduzir a dependência das cadeias chinesas e alinhar o Brasil aos Estados Unidos na construção de uma rede alternativa de abastecimento.

O documento chama essa estratégia de “Flávio Bolsonaro Way” e afirma que um eventual governo do senador combinaria mudanças na legislação minerária, aceleração do licenciamento, política industrial integrada à mineração e atração de capital americano. A proposta ainda prevê que os minerais críticos sejam considerados ativos de segurança nacional.

O texto critica a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), classificada como “pró-China” e marcada por “ambiguidade geopolítica deliberada”. Também aponta riscos como a transformação do Brasil em fornecedor de matérias-primas para a China, a perda de oportunidades industriais e o desperdício de uma janela de reorganização das cadeias de suprimentos americanas.

Para os Estados Unidos, a proposta relaciona o fornecimento de minerais a setores como infraestrutura de inteligência artificial, sistemas de defesa, transição energética e mobilidade elétrica.

Investimentos e empregos

O plano é dividido em seis pilares e estima, em um horizonte de dez anos, investimentos de US$ 50 bilhões a US$ 100 bilhões em mineração, refino e processamento. A apresentação também projeta a criação de 500 mil a 1 milhão de empregos e impacto de 1,5 a 2,5 pontos percentuais no Produto Interno Bruto (PIB).

Marinho confirmou a autoria, mas negou que o estudo tenha relação com a campanha de Flávio Bolsonaro ou que tenha sido apresentado a autoridades americanas. Ele afirmou que o material foi feito por iniciativa própria e permanecia armazenado em seu dispositivo.

“Minha viagem aos Estados Unidos também não teve qualquer relação com esse tema”, disse Marinho. Ele também afirmou que não houve pedido, orientação ou iniciativa da campanha do senador para a produção do documento.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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