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Equinócio inaugura a primavera no Hemisfério Sul nesta terça-feira
Foto: Reprodução SBT NEWS
Brasil

Equinócio inaugura a primavera no Hemisfério Sul nesta terça-feira

A estação começa às 21h05 de 22 de setembro e deve trazer mudanças no regime de chuvas e na duração dos dias.

A primavera de 2026 começa oficialmente às 21h05 de terça-feira (22), pelo horário de Brasília. No Hemisfério Sul, a chegada da estação será marcada pelo equinócio, fenômeno astronômico em que o Sol cruza o equador celeste. A primavera segue até 21 de dezembro, quando terá início o verão.

O que é o equinócio

O equador celeste é uma linha imaginária que corresponde, no céu, à extensão do equador terrestre. Quando o Sol passa por essa linha, os dois hemisférios recebem a luz solar de forma mais equilibrada. Por isso, os dias e as noites ficam com duração próxima durante os equinócios.

Depois do equinócio de setembro, os dias começam a aumentar gradualmente no Hemisfério Sul, enquanto as noites ficam mais curtas. No Hemisfério Norte, o mesmo fenômeno corresponde ao início do outono.

As estações estão ligadas à inclinação do eixo da Terra e ao movimento de translação do planeta ao redor do Sol. “À medida que a Terra orbita o Sol, seu eixo inclinado sempre aponta na mesma direção e isso faz com que diferentes partes da Terra recebam os raios diretos do Sol”, explicou a astrônoma Josina Nascimento, do Observatório Nacional (ON), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

No equinócio de setembro, o Sol cruza o equador celeste de norte para sul. O instante exato de início da estação depende da posição da Terra em sua órbita.

Por que a data varia

Os equinócios e solstícios não ocorrem necessariamente no mesmo dia todos os anos. A primavera pode começar em 22 ou 23 de setembro porque o tempo necessário para a Terra completar determinados ciclos em relação ao Sol não coincide exatamente com a duração do ano do calendário.

O calendário gregoriano considera anos de 365 dias e, em determinadas condições, acrescenta um dia a cada quatro anos. Essa diferença interfere na variação do horário exato dos equinócios e solstícios.

Chuva e calor

No Brasil, a primavera costuma marcar a passagem para um período de maior ocorrência de chuvas em boa parte do território nacional. De acordo com o meteorologista Fábio Pinto da Rocha, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o tempo mais seco comum no outono e no inverno no Sudeste, Centro-Oeste e Centro-Norte tende a dar lugar, aos poucos, a períodos com mais chuva.

A mudança deve ficar mais perceptível a partir de outubro. As precipitações podem ocorrer principalmente em pancadas isoladas, com raios e rajadas de vento. Também existe possibilidade de granizo em algumas áreas. A orientação é acompanhar as previsões do tempo e os alertas dos órgãos responsáveis durante períodos de instabilidade.

A estação também pode registrar vários dias de sol, temperaturas elevadas e baixa umidade relativa do ar à tarde. Essas condições podem favorecer episódios de calor intenso. A recomendação é manter a hidratação, usar protetor solar e evitar a exposição direta ao sol nos horários mais quentes, especialmente entre 10h e 16h. Idosos, crianças e animais de estimação exigem atenção especial nessas condições.

Dias mais longos

No começo da primavera, dias e noites têm duração parecida. Com o avanço da estação no Hemisfério Sul, o período de luz aumenta gradualmente até o solstício de verão, em 21 de dezembro, ocasião em que acontece o dia mais longo do ano.

A trajetória aparente do Sol também muda. Nos equinócios, ele nasce aproximadamente na direção leste e se põe perto do oeste. Nos solstícios, os pontos de nascimento e ocaso ficam mais afastados dessas direções. Durante o verão no Hemisfério Sul, o nascer ocorre mais ao sudeste e o pôr do sol, mais ao sudoeste; no inverno, o deslocamento acontece na direção oposta.

As mudanças sazonais resultam principalmente da inclinação do eixo de rotação da Terra em relação ao plano de sua órbita ao redor do Sol. Conforme o planeta se movimenta, diferentes regiões recebem os raios solares em ângulos e por períodos distintos, o que provoca as variações observadas ao longo do ano.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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