FORTALEZA — A trajetória de Nick Sol começou na adolescência, quando ela atuava como dançarina em grupos e bandas locais. Nascida na capital cearense e criada no bairro Quintino Cunha, a artista construiu uma carreira ligada à cultura periférica e se tornou um dos nomes conhecidos do Carnaval de Fortaleza.
Nick morreu aos 38 anos, conforme confirmação da família neste sábado (19). Ela enfrentava uma hepatite autoimune desde a infância. Nos últimos meses, depois da temporada de apresentações do Carnaval de 2026, seu estado de saúde piorou. A cantora passou por um transplante de fígado e ficou internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A mãe da artista, Zioneida de Sousa Santos, contou que os familiares esperavam havia mais de um ano pela possibilidade do transplante. A morte ocorreu após complicações provocadas por uma hipertensão pulmonar.
Uma carreira de várias frentes
Com mais de 15 anos de carreira, Nick Sol trabalhou como cantora, compositora, coreógrafa, figurinista, apresentadora e produtora. O funk era uma das principais marcas de seu repertório, que também reunia forró, brega funk, pop, axé, trap e hip-hop.
A artista se apresentou em espaços e eventos do Ceará, incluindo o Mercado dos Pinhões, o Benfica, o Centro Cultural Bom Jardim, o Centro de Eventos do Ceará, a Expo Favela, a Taça das Favelas e a Parada pela Diversidade.
Mesmo convivendo com problemas de saúde, Nick realizou shows na programação carnavalesca de 2026. Ela também se apresentou com a Banda Nick Sol e lançou músicas autorais como “Meu Stylo”, “Tá Falando Mal de Mim”, “Ela Esculaxa”, “Dança Gostosa” e “Quero Te Encontrar”.
Além dos palcos, a cantora participou de programas de rádio e televisão, entrevistas em podcasts e outros veículos de comunicação. Sua carreira também passou por diferentes linguagens artísticas e manteve uma ligação com Fortaleza, cidade onde nasceu e cresceu.







