SÃO PAULO — O prédio de 12 andares que desabou na Penha já era alvo de fiscalizações, multas, interdição e uma ação judicial por construção irregular. A prefeitura pediu, em 2021, a demolição de uma estrutura existente no terreno, depois que o pedido de alvará feito em 2019 foi indeferido.
O desabamento aconteceu na madrugada do último sábado (14) e atingiu uma casa. Seis pessoas morreram, entre elas uma gestante e uma criança. Um homem e outra criança foram encontrados com vida e receberam atendimento de equipes médicas.
Prisões e buscas
Na segunda-feira (14), o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a prisão temporária de um dos sócios da construtora New Home, responsável pela obra. A polícia ainda tenta cumprir outros dois mandados contra representantes da empresa.
Conforme a Secretaria de Segurança Pública, os mandados têm como alvos o responsável técnico pela construção e outra sócia de uma das empresas envolvidas. A construtora não se manifestou sobre o caso.
Apuração sobre a fiscalização
A Controladoria Geral do Município abriu uma investigação para verificar como foi feita a fiscalização da obra. Na segunda-feira (14), agentes ouviram uma servidora da Subprefeitura Penha que vistoriou o local em 2024. Na ocasião, ela atestou, em laudo, a demolição da estrutura construída de forma irregular.
A servidora foi afastada das funções por 120 dias. A Controladoria também determinou o embargo de todas as obras em andamento na cidade pertencentes às construtoras envolvidas no desabamento, com o objetivo de esclarecer os fatos e eventuais responsabilidades.
Os pedidos de alvará dessas empresas que ainda estão em análise pela prefeitura também serão suspensos.





