A Polícia Civil procura João Victor Pereira Ramos, de 25 anos, suspeito de participar de roubos de joias de ouro em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Conhecido como “Jota” ou “Rato”, ele é considerado foragido da Justiça e tem quatro mandados de prisão.
Na terça-feira (15), o Disque Denúncia divulgou um cartaz para ajudar a 59ª DP (Duque de Caxias) a localizar e prender o investigado. A busca por João Victor ocorre depois da prisão de Wendel Ferreira Aranha, também na terça-feira. Conhecido como “Aranha” ou “Spider”, Wendel é apontado pela Polícia Civil como parceiro do suspeito.
Investigação sobre tentativa de latrocínio
Wendel foi preso durante uma apuração sobre uma tentativa de latrocínio registrada no domingo (13), no bairro Jardim Vinte e Cinco de Agosto. Uma vítima foi baleada na cabeça durante a tentativa de roubo de um cordão de ouro e continua internada em estado grave.
Segundo as investigações, João Victor teria abordado a vítima armado. Wendel, por sua vez, teria dado apoio em uma segunda motocicleta, auxiliando na execução do roubo e na fuga. Imagens de câmeras de segurança e informações obtidas pelo trabalho de inteligência ajudaram os agentes da 59ª DP a identificar os suspeitos e os veículos usados na ação.
A Polícia Civil afirma que Wendel tem 11 anotações criminais e é investigado por outros roubos de joias em Duque de Caxias. Já um dos mandados contra João Victor foi expedido após o crime de domingo, por roubo qualificado. Os demais estão relacionados a uma investigação por homicídio simples, a uma condenação definitiva com base no Estatuto do Desarmamento e a condenações por receptação e resistência, no âmbito da Vara de Execuções Penais.
João Victor está em liberdade condicional. As informações divulgadas pelo Disque Denúncia também apontam ligação dele com o Comando Vermelho e atuação na favela do Lixão. Ele é primo de Charles Jackson Neres Batista, o “Charlinho do Lixão”, apontado como liderança do tráfico na comunidade e morto em 2019.
As investigações continuam para localizar João Victor, esclarecer a participação de cada suspeito e identificar possíveis outros envolvidos. Denúncias anônimas podem ser feitas ao Disque Denúncia pelo telefone 2253-1177, com atendimento 24 horas por dia.







