VESPASIANO — Compras já haviam sido feitas em nome de pacientes de uma comunidade terapêutica quando a Polícia Militar abordou um homem de 61 anos dentro da instituição. Ele foi preso em flagrante e é suspeito de usar a oferta de consultas e óculos gratuitos para obter dados pessoais e fazer operações financeiras sem autorização.
A responsável pela comunidade desconfiou da movimentação e chamou os militares. No local, o homem cadastrava pacientes em uma plataforma de crédito on-line e coletava a biometria facial deles. Ele dizia representar uma organização não governamental e ser proprietário de uma ótica.
Durante a ocorrência, a Polícia Militar entrou em contato com uma empresa de crédito. A verificação indicou que algumas pessoas atendidas pela instituição já tinham compras registradas em seus nomes. A suspeita é de que os dados e o reconhecimento facial fossem usados na contratação de empréstimos e em compras fraudulentas.
Investigação
Consultas ao sistema da corporação apontaram que o suspeito tinha registros anteriores por estelionato e outros crimes. Ele recebeu voz de prisão ainda dentro da comunidade terapêutica, e o veículo usado por ele foi removido.
O caso foi registrado como estelionato e será investigado pela Polícia Civil. A apuração deve verificar quantas pessoas foram vítimas e qual foi o prejuízo financeiro causado pelas fraudes.
Orientação
A Polícia Militar recomenda que moradores e instituições confirmem a identidade e a existência de organizações ou empresas que ofereçam serviços gratuitos. A corporação também orienta cuidado quando houver pedido de documentos pessoais ou reconhecimento facial.
Antes de permitir o acesso a uma instituição ou fornecer informações, a recomendação é verificar a procedência dos representantes e da organização apresentada.







