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Registro digital de doação de órgãos já reúne 32.587 solicitações no Brasil
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Registro digital de doação de órgãos já reúne 32.587 solicitações no Brasil

Autorização feita pelo e-Notariado é gratuita, pode ser revogada e permite indicar órgãos, tecidos ou partes do corpo a serem doados.

A Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo) já recebeu 32.587 solicitações no Brasil desde que foi lançada, em 2024. O registro permite que a pessoa formalize sua decisão pela internet, sem precisar ir a um cartório de notas.

O serviço é oferecido gratuitamente pelo Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF). Para fazer a autorização, o interessado entra na plataforma da Aedo, disponível no e-Notariado, informa os dados pessoais e escolhe um cartório. Depois, participa de uma videoconferência com o tabelião para confirmar a identidade e a intenção de doar.

Concluída essa etapa, o documento é assinado eletronicamente e incluído na Central Nacional de Doadores de Órgãos. A base pode ser consultada por profissionais autorizados do Sistema Nacional de Transplantes. Também é possível definir quais órgãos, tecidos ou partes do corpo serão doados e cancelar a autorização a qualquer momento.

Distribuição dos registros

Do total de solicitações, 18.659 foram feitas em 2024, 8.886 em 2025 e 5.042 em 2026, conforme os dados mais recentes da plataforma. A Aedo tem registros em todas as unidades da Federação. A redução no número de pedidos é atribuída a uma diminuição nas campanhas de divulgação da iniciativa.

São Paulo lidera a lista, com 9.399 solicitações. Em seguida aparecem Paraná, com 3.818; Rio de Janeiro, com 2.930; Minas Gerais, com 2.172; e Rio Grande do Sul, com 2.012.

A iniciativa ocorre em um cenário de alta demanda por transplantes. Dados do Ministério da Saúde divulgados este mês indicam que mais de 49 mil pessoas aguardam por um órgão no país. Cerca de 45 mil esperam por um rim. Já a fila por uma córnea reúne 37.719 pessoas, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), um número 15% maior que o registrado em dezembro de 2025.

A retirada de órgãos depois da morte depende da autorização da família, mesmo quando o possível doador deixou registrada sua vontade. A taxa média de recusa familiar é de aproximadamente 45%. Entre os motivos estão a falta de conhecimento sobre a decisão do doador e dúvidas ou receios sobre o procedimento.

Para Eduardo Calais, presidente do CNB/CF, o registro deve ser acompanhado de uma conversa com os familiares. “A decisão final continua sendo da família”, afirma. O Dia Nacional de Doação de Órgãos será celebrado em 27 de setembro, com o objetivo de estimular o debate e a comunicação dessa vontade aos parentes.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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