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Quem é Robson Calixto, o miliciano que cobrou emenda de Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução
Brasil

Robson Calixto foi condenado e intermediou emenda para projeto ligado à milícia

Ex-assessor de Domingos Brazão, Robson Calixto atuou no pedido de R$ 199.999,79 ao gabinete de Flávio Bolsonaro.

Robson Calixto da Fonseca, conhecido como “Peixe”, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal por integrar uma organização criminosa armada e aparece como intermediário de um pedido de emenda parlamentar ao gabinete do senador Flávio Bolsonaro. A verba solicitada foi de R$ 199.999,79 e seria destinada a um projeto de futebol infantil ligado à entidade Ifop, na Taquara, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

A negociação ocorreu entre outubro e novembro de 2023. Calixto procurou Maria de Fátima Bezerra Castro, secretária parlamentar do gabinete de Flávio Bolsonaro no Senado Federal. O contato da assessora estava salvo no celular do ex-policial militar como “Fafá Flávio Bolsonaro”. O aparelho foi apreendido pela Polícia Federal.

Relação com o caso Marielle

Ex-assessor de Domingos Brazão no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, Calixto é apontado pela Polícia Federal como um dos principais interlocutores dos irmãos Domingos e Chiquinho Brazão. As investigações indicam que ele transmitia ordens e ajudava a manter a lealdade de integrantes ligados à milícia.

De acordo com a delação premiada de Ronnie Lessa, Calixto apresentou os mandantes do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes ao executor confesso. Ainda segundo o relato, ele providenciou a submetralhadora HK MP5 usada no crime, ocorrido em março de 2018.

A Procuradoria-Geral da República acusou Calixto de integrar a estrutura criminosa liderada pelos irmãos Brazão. O Supremo Tribunal Federal o condenou em fevereiro de 2026 a 9 anos pelo crime de organização criminosa armada.

Destino da emenda

A emenda foi direcionada a um projeto esportivo ligado ao Ifop, entidade localizada na Taquara, área de influência dos irmãos Brazão. Em nota, a defesa de Flávio Bolsonaro afirmou que a aplicação ocorreu dentro da legalidade. Segundo os advogados, a entidade apresentou notas fiscais dos materiais comprados e devolveu os valores que não foram utilizados.

A defesa também sustentou que a responsabilidade pela execução dos recursos era da entidade beneficiária, e não do parlamentar. Emendas parlamentares permitem que deputados e senadores indiquem verbas do orçamento da União para projetos e obras em suas bases eleitorais.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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