BELO HORIZONTE — O governador de Minas Gerais e candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD), afirmou que Cleitinho Azevedo (Republicanos), líder das pesquisas para o governo estadual, não está preparado para assumir o Palácio Tiradentes. Para Simões, uma eventual gestão do senador poderia colocar Minas Gerais em risco.
“Cleitinho não está pronto para o desafio”, declarou o governador. Segundo ele, o adversário não tem experiência administrativa e precisaria estar preparado para lidar com greves, manifestações e decisões técnicas à frente do estado.
Simões contou que, no começo da disputa, defendeu que Cleitinho não concorresse e apoiasse sua candidatura à reeleição. A intenção, de acordo com o governador, era manter a centro-direita unida e evitar a divisão do campo político. Ele também afirmou que a presença de Patrus Ananias (PT) em segundo lugar nas pesquisas estaria relacionada à falta de união entre os grupos de centro-direita.
Os dois candidatos passaram a trocar críticas durante a campanha. Simões questionou a capacidade de Cleitinho para tomar decisões e também criticou a promessa do senador de formar uma equipe com pessoas qualificadas, sem apresentar nomes para um eventual governo.
“Ele pode se cercar das melhores pessoas. No final, quem vai ter que enfrentar greve e manifestação é o governador do estado”, disse Simões.
Outros temas citados por Simões
O governador afirmou que ainda não definiu seu segundo voto para o Senado, mas declarou apoio a Carlos Viana. Também disse que considera positivo Marcelo Aro ter deixado a aliança e avaliou que as decisões de Aro e Superman de não participarem de sua campanha foram motivadas por oportunismo.
Sobre o governo Romeu Zema, Simões reconheceu que houve falhas no distanciamento criado com deputados durante o primeiro mandato. Ele também afirmou que o próximo ano será difícil para a economia, independentemente do resultado das eleições nacionais.
A respeito do reajuste dos policiais, disse que não há espaço no orçamento para conceder aumento acima da inflação. Sobre câmeras corporais, defendeu o uso dos equipamentos no patrulhamento, mas não em operações. Em relação às privatizações, afirmou que a Gasmig precisa ser privatizada, enquanto a Cemig não está entre suas prioridades.







