A Universidade de Brasília (UnB) informou que Wilker Leão, candidato a deputado federal pelo Novo, foi preso em flagrante pela Polícia Federal após depredar pinturas no muro do Instituto de Artes. O episódio ocorreu neste domingo, quando ele retornou ao campus acompanhado de apoiadores, que teriam agredido estudantes.
Leão pintou de branco o muro e destruiu trabalhos feitos por alunos. Diante da situação, a universidade acionou o protocolo de segurança previsto para casos desse tipo e comunicou que adotará medidas administrativas e jurídicas para apurar o episódio e responsabilizar os envolvidos.
“Forças policiais foram acionadas e houve prisão em flagrante pela Polícia Federal”, afirmou a UnB em nota. A instituição também declarou solidariedade aos estudantes agredidos e disse que oferecerá apoio às pessoas prejudicadas.
Histórico de conflitos
A universidade afirmou que a ação está ligada a métodos da extrema-direita e classificou os atos como ilegais. Em outro trecho da nota, defendeu a mobilização da comunidade acadêmica em proteção à instituição e à convivência democrática.
Leão foi expulso da UnB, onde cursava História, após um processo disciplinar. A punição ocorreu porque ele gravou professores e alunos sem consentimento com o objetivo de ridicularizá-los.
Em abril, ele e outros militantes de direita convocaram um ato na universidade que estimulava agressões contra estudantes. A divulgação mencionava expressões como “trocar porrada com os vermes” e “porrada nos comunistas”.
A UnB declarou que seguirá defendendo sua comunidade e seus espaços. A defesa de Wilker Leão ainda não havia se manifestado sobre o caso.








