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Zack Snyder explica por que vê homoerotismo em 300
Cinema

Zack Snyder explica por que vê homoerotismo em 300

Diretor afirma que a sexualidade masculina foi incorporada de forma consciente à estética do filme e rejeita acusações de homofobia.

Zack Snyder voltou a defender uma leitura homoerótica de “300” e afirmou que a sexualidade masculina foi considerada na construção visual dos guerreiros. A declaração aconteceu após a exibição de “The Last Photograph” no Festival Internacional de Cinema de Toronto, durante a divulgação do novo filme.

O diretor também rejeitou os rótulos de homofobia e fascismo associados à produção. Ao comentar as interpretações acumuladas desde o lançamento, resumiu: “É ‘homoerótico’, ‘transfóbico’, ‘fascista’ e todas essas coisas”.

As discussões começaram antes da estreia comercial. Na passagem de “300” pelo Festival de Berlim, em 2007, parte da imprensa acusou o longa de exaltar uma estética fascista. Outras análises destacaram possíveis elementos de homoerotismo, racismo e homofobia.

Uma escolha visual consciente

Snyder já havia abordado o tema em 2024, em uma entrevista ao podcast de Joe Rogan. Na ocasião, disse que conhecia a sexualidade da cultura espartana e tentou levar essa dimensão para a relação entre os guerreiros, sem transformá-la em um aspecto explícito da trama.

A estética do filme reforça essa interpretação: os personagens aparecem com torsos expostos, músculos destacados pela fotografia digital e longas cenas voltadas à força física masculina. A presença de Xerxes, vivido por Rodrigo Santoro, também integra a linguagem visual ligada à sexualidade.

O cineasta contou ainda que, em uma entrevista realizada na época do lançamento, foi questionado se era “pró-gay ou pró-NRA”, em referência à associação americana de defesa das armas. Snyder respondeu que era um pouco dos dois e, depois, afirmou ser “obviamente pró-gay”.

Um projeto sobre Alexandre e Heféstion

A ideia de explorar diretamente esse aspecto chegou a aparecer em um roteiro. Durante a pandemia, a Warner Bros. pediu que Snyder desenvolvesse o que poderia ser o 3º filme ligado a “300”. O projeto se afastou dos espartanos e se transformou em “Blood and Ashes”, centrado em Alexandre, o Grande, e Heféstion.

Em 2021, Snyder descreveu a produção como uma história de amor entre os dois personagens, mas a Warner recusou o projeto. Três anos depois, ao falar sobre uma possível série ambientada no universo de “300”, o diretor voltou a demonstrar interesse em ampliar os elementos homoeróticos.

Baseado na HQ de Frank Miller e Lynn Varley, “300” dramatiza a Batalha das Termópilas e acompanha o rei Leônidas, interpretado por Gerard Butler, contra o exército persa comandado por Xerxes. O longa arrecadou mais de US$ 450 milhões no mundo.

“The Last Photograph” estreou no Festival de Toronto no domingo (13/9). O drama acompanha um ex-agente da DEA que atravessa uma região conflagrada da América do Sul em busca da sobrinha e do sobrinho desaparecidos.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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