Boni relembrou a situação em que Dorinha Duval entrou em sua sala de trabalho com uma faca, procurando o então marido, o diretor Daniel Filho. O episódio foi contado pelo ex-diretor em uma publicação no Instagram nesta terça-feira (15).
Daniel havia passado pelo local, mas não estava escondido quando a atriz chegou. Boni afirmou que Dorinha acreditava que ele estava ali e teria ido até a sala para matá-lo. Antes de tentar retirar a faca, o ex-diretor disse que procurou tranquilizá-la e abrir espaço para uma conversa.
“Vou te matar”, teria dito Dorinha, conforme o relato de Boni. Ele respondeu que ela não faria aquilo e se apresentou como alguém disposto a escutá-la. Enquanto conversava com a atriz, aproximou-se e conseguiu tirar a faca de suas mãos.
A lembrança anos depois
Boni também contou que ficou em choque ao ouvir, anos mais tarde, uma notícia envolvendo Dorinha. Ele estava em Angra dos Reis quando ligou o rádio e soube que a atriz havia matado o marido. O homem não era Daniel Filho, mas outro companheiro dela.
Dorinha foi casada com o publicitário Paulo Sérgio Garcia Alcântara. Em 5 de outubro de 1980, ela atirou três vezes contra o marido após uma discussão. No julgamento, alegou legítima defesa e disse que sofria humilhações frequentes do companheiro, especialmente relacionadas à diferença de idade entre os dois.
A atriz foi condenada e cumpriu pena pelo crime. Depois do episódio, não voltou a atuar profissionalmente e passou a viver de maneira mais reservada.
Dorinha morreu em 2025, aos 96 anos. Na televisão, ficou conhecida por interpretar a Cuca em “Sítio do Picapau Amarelo” e Dulcinea em “O Bem-Amado”. A trajetória dela também foi registrada na biografia “Em Busca da Luz”, publicada em 2001.







