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André Abujamra conta como criou a trilha de Furnas Fundas
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Música

André Abujamra conta como criou a trilha de Furnas Fundas

Músico misturou orquestra, sons árabes invertidos, vozes manipuladas e uma “bateria bêbada” no filme.

A trilha sonora de Furnas Fundas nasceu da liberdade dada pelo diretor Beto Marquez ao músico André Abujamra. Para acompanhar a mistura de terror, humor, política e fantasia do filme, o compositor apostou em uma criação sem fórmula fixa, com sons invertidos, diferentes identidades musicais e combinações pouco convencionais.

Abujamra contou que já trabalhou em mais de 90 longas e que cada produção exige uma abordagem própria. No caso de Furnas Fundas, ele recebeu o filme quando o projeto já estava relativamente pronto e desenvolveu a trilha ao lado de Beto, durante os fins de semana em que o diretor ia ao Rio de Janeiro.

A primeira ideia surgiu enquanto o músico ouvia uma banda árabe. Em vez de buscar uma sonoridade necessariamente brasileira, ele decidiu experimentar. “Eu queria fazer uma música meio maluca. Aí eu coloquei as coisas ao contrário”, afirmou.

Sons para cada grupo de personagens

A trilha ganhou temas diferentes para os núcleos da história. A proposta foi criar identidades sonoras específicas para os grupos, com inspiração na ideia de associar músicas a personagens e coletivos. Os latifundiários receberam uma sonoridade próxima do terror, enquanto os vampiros foram trabalhados com uma abordagem ligada ao Bauhaus.

Entre os pedidos mais inusitados de Beto esteve a criação de uma “bateria bêbada”. O músico também manipulou a voz do diretor, invertendo-a em um trecho, e usou uma voz invertida misturada à própria performance em uma cena envolvendo Abaddon, descrito por ele como “o diabão”.

Abujamra diz que sua assinatura está justamente na mistura. A quantidade de instrumentos pode variar de um só a centenas, dependendo da cena. Para ele, a música precisa ser construída considerando o filme inteiro, e não apenas sequências isoladas.

Criação e inteligência artificial

O compositor explicou que trabalha sozinho durante a composição e, depois, pode chamar músicos para executar o que escreveu. Ele também afirmou que prefere métodos sem inteligência artificial, embora veja a tecnologia como uma ferramenta possível para quem quiser utilizá-la.

A cena favorita de Abujamra reúne várias ideias da trilha. Trata-se de uma briga que acontece antes de uma sequência no coreto. Nela, ele misturou todas as trilhas criadas para o filme, concentrando a proposta de fazer diferentes sons e atmosferas se encontrarem.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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