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Ciça revisita legado familiar e apresenta EP com sete faixas
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Música

Ciça revisita legado familiar e apresenta EP com sete faixas

Em Nepobaby, rapper mineira transforma as expectativas sobre seu sobrenome em temas para falar de identidade, pressão e trajetória.

A rapper mineira Ciça lança sua primeira EP, Nepobaby, em 25 de setembro. O projeto tem sete faixas de boombap e participação de Agnes Nunes, além de produção de Coyote em uma das músicas. A distribuição fica por conta da Symphonic Brasil.

A artista, de 18 anos, é filha dos rappers Bárbara Sweet e Slim Rimografia, nomes históricos do hip hop de Belo Horizonte. Em vez de esconder essa origem, Ciça transforma as expectativas ligadas ao sobrenome em parte central do trabalho. A faixa “Ser Ciça é Bom Demais” aborda o peso dessa cobrança, enquanto “Boombap Não Vende” fala sobre ocupar espaço em uma cena formada, em grande parte, por artistas mais velhos.

“Me preocupei em fazer uma EP que fosse sobre mim para firmar minha personalidade de vez”, disse Ciça em comunicado. Segundo ela, o objetivo é apresentar as vivências que ajudaram a construir sua identidade artística.

Diálogo entre gerações

O elo mais direto com a trajetória do pai aparece em “Segura a Bronca pt. 2”. Produzida por Coyote, a faixa dá continuidade a “Segura a Bronca”, lançada por Slim Rimografia em 2003, antes do nascimento da filha. A nova música retoma esse universo e o amplia a partir da perspectiva da rapper.

O encerramento fica com “Não Fale de Amor Comigo”, que conta com os vocais de Agnes Nunes em um refrão escrito por Ciça. Já “Apenas Cecília” parte do nome de batismo da artista e apresenta um registro mais íntimo.

A capa de Nepobaby reinterpreta Ready to Die (1994), álbum de estreia de Notorious B.I.G., com Ciça no lugar do bebê da imagem original. O projeto nasceu de uma parceria com o Spotify Brasil, depois da participação da rapper no programa Amplifika e do lançamento de “Foca em Mim” pelo Spotify Singles.

Antes do EP, Ciça havia trabalhado com Froid na faixa-título de Humor Negro. Para Ian Bueno, diretor da Symphonic Brasil, o novo projeto mostra a evolução da artista. Ciça afirma que pode reconhecer o peso do sobrenome sem depender dele para justificar o espaço que ocupa.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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