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Documentário do Rush homenageia Neil Peart com música, memória e amizade
Foto: Reprodução/Youtube
Música

Documentário do Rush homenageia Neil Peart com música, memória e amizade

Neil Peart: No One’s Disciple estreou no Festival de Toronto e reúne depoimentos, histórias e performances em tributo ao baterista.

O documentário Neil Peart: No One’s Disciple transforma a ausência do baterista do Rush em uma celebração de sua vida, de sua obra e das amizades construídas ao longo da carreira. O filme estreou nesta quarta, 16, no Festival Internacional de Cinema de Toronto, com a presença de Geddy Lee, Alex Lifeson e Chad Smith.

A abertura apresenta Lee e Lifeson diante de um copo de Macallan 25, bebida preferida de Peart. A dose é servida para marcar a memória do amigo, que morreu em 7 de janeiro de 2020. “O parceiro que faz falta”, diz Lifeson. Lee completa: “A cadeira vazia”.

Uma homenagem feita com música

Dirigido por Sam Dunn e Scot McFadyen, o filme se conecta ao documentário Rush: Além do Palco Iluminado, de 2010. A nova produção nasceu do desejo de Lee de homenagear Peart, mas os planos de uma despedida em grande escala foram afetados pela pandemia. Em vez de um show, os integrantes remanescentes escolheram registrar um documentário, com apresentações de músicos que tinham convivido pessoalmente com o baterista.

Stewart Copeland toca “New World Man”; Danny Carey, do Tool, assume “Tom Sawyer”; Chad Smith, do Red Hot Chili Peppers, participa de “Working Man”; e Gavin Harrison, do King Crimson, toca “Dreamline”, do álbum Roll the Bones. As performances também incluem “Overture”, de 2112.

A escolha dos convidados permite que as músicas sejam apresentadas por bateristas que conheciam Peart e compreendiam sua personalidade. O documentário mostra as dificuldades técnicas das faixas, além da admiração dos músicos por sua generosidade, gentileza, humor e maneira de transformar ideias em polirritmos.

A trajetória de um músico reservado

O filme também acompanha a formação de Peart, seus interesses literários e a mudança para Londres, aos vinte e poucos anos. Lee e Lifeson relembram o primeiro contato com o baterista, que inicialmente parecia pouco adequado ao grupo. A percepção mudou quando ele começou a tocar tercinas.

Como os dois não queriam escrever as letras do Rush, Peart recebeu o convite para assumir essa função. O resultado inicial foi “Anthem”. Entre os momentos destacados estão os estudos com o músico de jazz Freddie Gruber e a publicação de Ghost Rider: A Estrada da Cura, livro de memórias sobre viagens de moto e o luto pela perda da esposa e da filha.

Lee e Lifeson falam do amigo com emoção, mas o documentário também preserva o humor e a personalidade reservada de Peart. Lifeson faz uma imitação do baterista recitando “Working Man”, enquanto os participantes comentam sua relação difícil com a fama e com o público.

Durante os créditos finais, “The Spirit of Radio” provoca palmas do público em Toronto. O epílogo apresenta Anika Nilles e reforça que ninguém tenta substituir Peart. A proposta é manter vivas as músicas e o legado do baterista.

Neil Peart: No One’s Disciple chega à televisão canadense em 23 de setembro. O filme ainda não tem data de lançamento confirmada no Brasil.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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