RIO DE JANEIRO — O Festival do Rio 2026 apresenta, até 11 de outubro, uma seleção de filmes com temática ou personagens LGBTQIAPN+. A programação da 28ª edição reúne produções inéditas, trabalhos de diretores consagrados e obras de novos talentos em sessões espalhadas pela cidade do Rio de Janeiro.
Entre os destaques está A Bola Preta, dirigido por Javier Calvo e Javier Ambrossi. Vencedor do prêmio de Melhor Direção no Festival de Cannes 2026, o filme acompanha três homens em diferentes momentos da história da Espanha: 1932, a Guerra Civil em 1937 e 2017. A narrativa aborda desejo, sexualidade, dor, herança, guerra, repressão e silêncio.
Também está na programação Feito Pipa, de Allan Deberton, candidato do Brasil ao Oscar 2026. Premiado nos festivais de Berlim e Gramado 2026, o longa acompanha Gugu, que sonha em se tornar jogador de futebol. Criado livremente pela avó, ele tenta evitar a convivência com o pai, com quem mantém uma relação desafiadora.
Outros filmes da seleção
A sessão de encerramento do festival será com Club Kid, de Jordan Firstman. O filme acompanha Peter, um promoter de festas de Nova York que vive entre drogas, sexo e noites sem dormir. A rotina muda quando Arlo, seu filho de dez anos, aparece depois da morte da mãe. Diante da paternidade e dos próprios vícios, Peter precisa decidir se está pronto para amadurecer.
Em London, de Victor Di Marco e Márcio Picoli, um jovem com deficiência recebe a oportunidade de compreender o próprio corpo por meio de um exame médico. O filme venceu o Queer Lion no Festival de Veneza 2026.
Já Jim Queen, de Marco Nguyen e Nicolas Athane, apresenta um ícone da cena queer que contrai Heterotopzis, um vírus que transforma homens gays em héteros. Com a ajuda de um jovem admirador, ele parte em busca de um antídoto. A produção foi indicada à Palma Queer no Festival de Cannes 2026.
A lista inclui ainda A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias, ambientado no Recife; The Man I Love, de Ira Sachs, sobre um ator e artista performático diante do diagnóstico de AIDS na Nova York do final dos anos 1980; e Sou Mario, de Sharon Kleinberg, que acompanha um taxista trans de 40 anos diante de uma gravidez inesperada.
Completam a seleção Leviticus, de Adrian Chiarella; Pai e Pai, de Jake Witzenfeld; Rose, de Markus Schleinzer; Seremos Felizes, de Léa Pool; e Morfeu e Caronte, de Jocimar Dias Jr. e Luiz Ulian. As histórias passam por temas como afeto, família, sobrevivência, identidade, preconceito, guerra e envelhecimento, em diferentes gêneros e períodos históricos.







