A estreia de Fran Gil na produção musical está no centro de Onda, álbum que chega às plataformas em 16 de setembro com 11 faixas. O trabalho combina MPB, samba, rap, pagode e música brasileira contemporânea, além de referências ligadas às viagens do artista ao Japão e à Índia.
Fran gravou o disco sem participações e só depois identificou quais músicas pediam convidados. Entre os nomes estão Péricles e BK’. Para ele, a presença de outros artistas precisava nascer de uma conexão real: “só faz sentido quando é de verdade, quando há sinergia, quando há encontro”.
O álbum também representa a primeira experiência de Fran comandando a produção. Durante o processo, ele percebeu que as ideias sonoras que tinha em mente estavam mais definidas do que imaginava. O tempo disponível, porém, alimentou um perfeccionismo que prolongou o trabalho por três anos. Em determinado momento, o artista deixou o disco de lado até ser incentivado por pessoas próximas a lançá-lo.
Entre diferentes referências
A diversidade musical de Onda acompanha a trajetória de Fran. O artista cita influências de Kendrick Lamar, Aminé, Kaytranada, Péricles, Júlia Mestre, Ana Frango Elétrico e Bruno Berle. BK’ também aparece entre as referências que contribuíram para a construção do álbum.
As viagens ao Japão e à Índia ampliaram o interesse de Fran pela arquitetura e pelas filosofias orientais. A experiência na Índia ainda se relaciona ao clipe de “Reconstruir”, projeto que havia sido planejado com Preta Gil.
O título do álbum resume o movimento entre dois estados. De um lado, estão a introspecção, a vulnerabilidade e a tristeza associadas ao período em que Fran enfrentou depressão. Do outro, aparecem a autoestima, o empoderamento e a descoberta de aspectos da própria sexualidade.
Para atravessar essa fase, o artista passou a praticar yoga, meditação e esportes. Essas atividades, segundo ele, ajudaram em sua recuperação e contribuíram para uma mudança pessoal refletida nas canções.
Um disco ligado à mãe
O anúncio de Onda aconteceu em 8 de agosto, data em que Preta Gil completaria 52 anos. As músicas do álbum foram as últimas composições de Fran que ela ouviu, enquanto o trabalho dos Gilsons não chegou a ser escutado por ela.
A relação entre mãe e filho atravessa o lançamento. Fran decidiu transformar o disco em uma espécie de presente para Preta e afirmou: “Eu penso nela o tempo todo em cada processo desses”.
Além de marcar o encerramento de um longo ciclo de gravações, Onda aponta para uma nova etapa artística. Fran pretende levar ao palco uma proposta diferente, com mais liberdade para abordar intimidades e explorar os caminhos que surgirem a partir do álbum.







