Ivete Sangalo levou para o Rock in Rio uma conexão direta com a própria família. Ao explicar o conceito da apresentação, a cantora afirmou que os ritmos latinos presentes no repertório foram herdados das referências musicais que fizeram parte de sua infância — especialmente por influência do pai.
A artista contou que a mãe teve papel decisivo na formação da mulher e da cantora que se tornou. Já o pai despertou nela o interesse pela musicalidade percussiva e por instrumentos ligados às claves e aos ritmos latinos. “São referências, tipo, à minha mãe, que construíram essa mulher, e consequentemente a artista, e agora meu pai”, declarou.
Camadas dentro dos arranjos
O show combinou samba e música latina, com referências a Bad Bunny, Gipsy Kings, Kaoma e Clara Nunes. Parte dessas escolhas apareceu nos arranjos, sem necessariamente ser identificada de imediato pelo público, mas ajudando a formar a identidade da apresentação.
“Botei Gipsy Kings também, botei Kaoma, botei muita coisa”, disse Ivete. A cantora também destacou que a presença latina acompanha sua discografia há décadas e aparece na construção de seu repertório tanto quanto o samba.
Para Ivete, revisitar essas influências foi uma forma de reconhecer a própria trajetória e transformar memórias afetivas em um espetáculo com narrativa definida. Ela afirmou que deixou o palco feliz por conseguir traduzir a energia e os ensinamentos recebidos do pai em uma apresentação para os fãs.
Curiosidade que permanece
Mesmo com 32 anos de carreira, Ivete disse que ainda encara cada show com dúvidas e vontade de incluir muitas ideias. A cantora se descreveu como uma criança que precisa organizar a criatividade dentro do tempo disponível para a apresentação.
A artista afirmou que essa inquietação mantém viva sua curiosidade musical. No Rock in Rio, o resultado foi um espetáculo construído a partir das referências familiares, do samba e dos ritmos latinos que acompanham sua história.







