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Jon Watts pode comandar o Episódio X de Star Wars; escolha divide expectativas
Foto: Rodin Eckenroth Getty Images for Disney
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Jon Watts pode comandar o Episódio X de Star Wars; escolha divide expectativas

Diretor da trilogia do Homem-Aranha tem experiência em grandes franquias, mas sua possível escalação levanta dúvidas sobre a identidade da nova saga.

A possível escolha de Jon Watts para dirigir o Episódio X de Star Wars coloca a franquia diante de uma questão central: o próximo capítulo terá uma visão criativa própria ou apenas um diretor capaz de executar uma engrenagem já definida?

A discussão surge depois de resultados abaixo do padrão histórico da saga. Lançado em 2026, O Mandaloriano e Grogu arrecadou cerca de US$ 345,6 milhões no mundo, com orçamento estimado em US$ 165 milhões. O desempenho não representou um desastre absoluto, mas ficou distante do impacto comercial associado à marca.

A conclusão da Saga Skywalker também deixou sinais de desgaste. A Ascensão Skywalker, de 2019, alcançou 51% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes e 86% entre os usuários. O filme faturou pouco mais de US$ 1,077 bilhão, diante de um orçamento próximo de US$ 500 milhões.

O problema da trilogia anterior

J.J. Abrams iniciou a trilogia com O Despertar da Força, em 2015. Dois anos depois, Rian Johnson assumiu Os Últimos Jedi, produção que dividiu a recepção: 91% dos críticos aprovaram o longa, enquanto apenas 41% dos usuários fizeram o mesmo. Apesar da reação polarizada, os dois primeiros filmes foram grandes sucessos comerciais e permanecem como as maiores bilheterias da franquia.

O ponto mais delicado, porém, não foi escolher entre Abrams e Johnson. A trilogia pareceu não ter uma condução criativa planejada desde o início. A Ascensão Skywalker foi interpretado por parte da crítica como uma correção de rota após a repercussão de Os Últimos Jedi, dedicando trechos importantes a desfazer decisões do capítulo anterior em vez de concluir organicamente a história.

É nesse cenário que Watts aparece como possível diretor do primeiro longa da nova trilogia escrita por Simon Kinberg, que deve continuar a Saga Skywalker. A extensão de seu envolvimento ainda varia: a indicação é de que ele comandaria inicialmente apenas o Episódio X.

A experiência de Jon Watts

Watts dirigiu a trilogia do Homem-Aranha estrelada por Tom Holland: De Volta ao Lar, Longe de Casa e Sem Volta para Casa. Nos filmes, administrou personagens, participações especiais, nostalgia, continuidade e as exigências do Universo Cinematográfico Marvel.

Ele também criou Skeleton Crew com Christopher Ford e dirigiu o primeiro e o último episódios da série. A produção teve 92% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas foi concebida com foco juvenil, crianças como protagonistas e referências às aventuras familiares dos anos 1980.

A dúvida é se esse perfil seria suficiente para um possível Episódio X. A filmografia recente de Watts mostra eficiência dentro de grandes produções de estúdio, mas não revela com a mesma clareza uma assinatura visual ou temática própria. No caso do Homem-Aranha, ele entregou filmes adequados às demandas de cada momento industrial. A questão permanece: quanto daquela trilogia pertence ao diretor?

A troca de comando em Homem-Aranha: Um Novo Dia também reforça essa discussão. Em 2026, Destin Daniel Cretton assumiu a produção, e a mudança evidenciou como um novo diretor pode alterar imediatamente o estilo visual de uma franquia, com outra abordagem para movimento, composição e ação.

Watts ainda deixou o projeto Quarteto Fantástico: Primeiros Passos depois de dirigir Sem Volta para Casa. Ao explicar a saída, afirmou que estava esgotado após filmar durante a pandemia de Covid-19, lidar com protocolos de segurança e enfrentar uma pós-produção complicada. Segundo suas próprias palavras, ficou “sem gasolina”.

A nova estrutura da Lucasfilm

A possível escolha também precisa ser observada à luz da mudança na Lucasfilm. Kathleen Kennedy deixou a liderança do estúdio em janeiro de 2026, após 14 anos no cargo, e voltou à função de produtora. Dave Filoni assumiu como presidente e diretor criativo ao lado da copresidente Lynwen Brennan.

Filoni tem trajetória ligada a Star Wars, desde The Clone Wars e Rebels até O Mandaloriano e Ahsoka. Sua ascensão pode indicar uma estrutura mais centralizada criativamente, com maior participação dele na definição dos rumos da franquia.

Nesse modelo, Watts pode fazer sentido como um diretor disposto a transformar uma orientação criativa maior em um blockbuster funcional. Ao mesmo tempo, essa característica alimenta a preocupação: o Episódio X precisa mais do que eficiência industrial. A nova história terá de apresentar personalidade e uma direção capaz de atravessar três filmes sem repetir o conflito criativo visto na trilogia anterior.

A Disney mantém outros projetos para os cinemas e para o streaming. Star Wars: Starfighter, dirigido por Shawn Levy e estrelado por Ryan Gosling, está previsto para chegar aos cinemas em 28 de maio de 2027. A segunda temporada de Ahsoka estreia em 20 de janeiro do mesmo ano, enquanto uma nova temporada da animação Maul – Shadow Lord está em desenvolvimento.

Também existem projetos associados a James Mangold, Taika Waititi, Sharmeen Obaid-Chinoy e ao próprio Dave Filoni. Com tantas frentes, o desafio não é apenas manter Star Wars em circulação, mas recuperar sua força cinematográfica.

O Episódio X terá a tarefa de convencer o público de que ainda há uma razão para acompanhar uma nova Saga Skywalker. Jon Watts conhece a pressão de comandar grandes franquias, mas essa experiência, sozinha, não resolve a principal necessidade da série: uma ideia clara, uma personalidade definida e um plano que saiba onde a história quer chegar antes do início da produção.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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