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Madame Satã renasce e mantém viva a cena dark de São Paulo
Foto: Reprodução/Instagram
Música

Madame Satã renasce e mantém viva a cena dark de São Paulo

Reaberto em 2012, o club preserva a estética sombria e segue recebendo festas e shows de gótico, pós-punk, darkwave e EBM.

O club Madame Satã voltou a funcionar em 2012 pelas mãos do DJ Gé Rodrigues e do empresário Igor Calmona, depois de fechar as portas no fim dos anos 2000. Rodrigues começou a carreira na música no próprio espaço, que retomou as atividades com a estética dark preservada e passou a ser conhecido novamente como Madame. Os frequentadores, porém, continuam acrescentando “Satã” ao nome da casa.

A programação atual reúne festas e shows de música gótica, pós-punk, darkwave e EBM, mantendo o endereço ligado à cena underground paulistana. Antes da pausa, o club já havia passado por mudanças e chegou a ter o nome substituído em alguns períodos.

Um espaço para diferentes expressões

A história começou em outubro de 1983, na reta final do regime militar no Brasil. O projeto inicial era o de um restaurante cultural, criado por Miriam Dutra, Márcia Dutra, Wilson José e Williams Jorge. Com o tempo, o local mudou de perfil e abriu espaço para apresentações de teatro, música e artes em geral.

O nome foi inspirado em João Francisco dos Santos, figura associada à boemia da Lapa carioca e conhecida pelo apelido Madame Satã. A proposta era acolher pessoas que viviam fora dos padrões considerados normais, incluindo os chamados transgressores. Essa identidade ajudou a formar o ambiente da casa, marcado por uma estética sombria que permanece.

Palco e pista

RPM, Ira!, Titãs e Legião Urbana estão entre os grupos que se apresentaram no local. A pista também reunia artistas, intelectuais, pessoas de terno, estudantes, punks e góticos. Rita Lee, Cazuza, Renato Russo, Claudia Wonder, Marisa Orth, João Gordo e Kid Vinil estiveram entre os visitantes.

Assim, o Madame Satã atravessou diferentes fases sem abandonar a ligação com a música e as artes. Mesmo após as alterações de nome e o encerramento no fim dos anos 2000, o retorno em 2012 recolocou o club na programação da noite paulistana.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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