Paul McCartney realizou em 1982 o desejo de trabalhar com Stevie Wonder, um dos principais nomes da Motown. A parceria aconteceu durante um projeto pontual reunindo astros da música nos estúdios de George Martin, em Londres e Montserrat.
O grupo também contou com Ringo Starr, Denny Laine, do Wings, Carl Perkins e Andy Mackay. McCartney explicou que não pretendia criar uma banda permanente de superestrelas, mas queria experimentar uma formação temporária. “Eu sempre quis fazer esse tipo de coisa”, afirmou o músico na época.
A colaboração com Wonder rendeu a participação do cantor em “What’s That You’re Doing?”, faixa do álbum Tug of War, de McCartney. Os dois também estiveram juntos em “Ebony and Ivory”, que alcançou o primeiro lugar no Reino Unido e nos Estados Unidos.
A relação de Stevie Wonder com o repertório dos Beatles, porém, começou décadas antes. Em 1970, ele gravou uma versão de “We Can Work It Out”, composição de John Lennon e McCartney lançada como um single duplo Lado A com “Day Tripper”.
Wonder também era influenciado pela sonoridade dos Beatles em aspectos como a valorização do álbum como forma de arte e a exploração de diferentes estilos musicais. Entre os sucessos associados ao cantor estão “Superstition”, “I Wish” e “Isn’t She Lovely”.
McCartney ficou conhecido mundialmente como baixista dos Beatles, ao lado de John Lennon, George Harrison e Ringo Starr. Depois do fim do grupo, formou o Wings e, ao seguir para a carreira solo, participou de projetos que reuniam músicos admirados por ele. Sobre a experiência com Wonder, resumiu: “Conheci Stevie Wonder e cantei com ele”.







