RIO DE JANEIRO — A SalDoce transformou experiências de mulheres em canções no álbum Inofensiva Flor, lançado em agosto deste ano. Formado por Brenda Luce, Fernanda Francis e Marianna Eis, o trio carioca aborda força, vulnerabilidade, liberdade e relacionamentos ao longo de dez faixas.
As integrantes também colocaram o combate à homofobia no centro do projeto. A música “Não Sento à Mesa” trata de um episódio vivido por uma das integrantes e marca o posicionamento do grupo contra o preconceito. “É aquilo de você não precisar ser pra defender o que é certo”, afirmou uma delas.
Letras que chegam às ouvintes
A conexão com o público aparece nas mensagens recebidas pelas redes sociais. Segundo as integrantes, mulheres contam que encontraram nas músicas apoio para atravessar momentos difíceis e buscar força em diferentes situações da vida.
Faixas como “Fera Domesticada” e “Visceral” trabalham a força feminina por perspectivas distintas. A primeira, que abre o álbum, combina delicadeza e potência. Já “Visceral” aborda a pressão para que mulheres demonstrem força o tempo inteiro.
Para a SalDoce, transformar essas vivências em música também envolve responsabilidade. “Representar tantas mulheres” é, para o trio, uma forma de dar espaço a histórias e experiências que aparecem na relação com as ouvintes.
Um trio além do rótulo de girl band
A formação da SalDoce também faz parte da identidade do grupo. As integrantes afirmam que a presença de três mulheres à frente de uma banda ainda ocupa um espaço pouco frequente na música. Elas, no entanto, rejeitam a definição de girl band: além de cantar, participam da parte instrumental do trabalho.
Com Inofensiva Flor, o trio reúne a abordagem da força feminina e a defesa de temas considerados importantes pelo grupo. O álbum audiovisual mantém a convivência entre força e delicadeza como eixo de sua identidade e amplia o espaço para assuntos presentes nas experiências das integrantes.







