O novo álbum do Anthrax, Cursum Perficio, chega nesta sexta-feira, 18, acompanhado de uma explicação de Scott Ian sobre o título. Embora a expressão em latim possa ser traduzida como “sua jornada terminou”, o guitarrista diz que o nome não representa o encerramento das atividades do grupo.
A escolha partiu do baterista Charlie Benante, que conheceu a frase em um documentário sobre Marilyn Monroe. Benante gostou da expressão e da sensação transmitida por ela. Para Ian, porém, o título passou a ter relação direta com o longo caminho percorrido para concluir o disco.
Um álbum marcado pela pandemia
Cursum Perficio é o primeiro álbum de estúdio do Anthrax desde For All Kings, lançado em 2016. A produção se estendeu por quase três anos e começou durante a pandemia, período em que a banda interrompeu suas atividades.
Em entrevista a Igor Miranda, Scott Ian contou que a situação gerou dúvidas sobre o futuro do grupo. “Houve momentos em 2020 em que não sabíamos se voltaríamos a ser uma banda”, afirmou o guitarrista. Segundo ele, os integrantes passaram por preocupação e estresse enquanto não havia certeza sobre a retomada dos shows.
Com o fim do lockdown, o Anthrax voltou a se reunir e iniciou os trabalhos do novo disco. Ian afirma que essa reunião aparece na energia do álbum, que, para ele, registra a satisfação de a banda poder tocar junta novamente depois de um período de incerteza.
O guitarrista também declarou que não considera o trabalho um sinal de despedida. Para ele, caso Cursum Perficio fosse o último álbum do Anthrax ou a próxima turnê marcasse o fim do grupo, a banda faria um anúncio mais amplo. Na avaliação de Ian, esse seria o tipo de situação que receberia mais destaque, como aconteceu com Sepultura e Megadeth, que estão em turnê de despedida.







