Sete anos após a morte de Gugu Liberato, Homero Salles voltou a falar sobre o acidente doméstico que matou o apresentador. O diretor de televisão esteve no imóvel em Orlando, nos Estados Unidos, e reconstituiu o que acredita ter acontecido antes da queda.
Segundo Homero, a estrutura do sótão pode ter sido determinante. Diferentemente de muitas casas brasileiras, o espaço não tinha uma laje de concreto: era formado por madeira e gesso, e apenas algumas áreas podiam ser usadas como piso.
“O sótão, nos Estados Unidos, não é laje como no Brasil. E gesso. O Gugu sabia disso”, afirmou. Ele também contou que já havia ensinado Gugu a circular pelo local e mostrado as travessas de madeira que poderiam ser usadas para pisar.
Possível sequência da queda
Ao observar o ambiente depois do acidente, Homero notou que havia uma tábua próxima ao aparelho de ar-condicionado, mas ela não cobria toda a área. Na avaliação dele, a distância até o ponto da queda era de aproximadamente 3,5 metros.
O diretor explicou que o acesso ao sótão ficava no mesmo andar de outros cômodos da casa. No pavimento superior, havia três portas: uma para o Home Theater, outra para o quarto de Gugu e uma terceira que levava diretamente ao sótão. Não era necessário subir uma escada para chegar ao espaço.
Homero também levantou a possibilidade de que a falta de iluminação tenha contribuído para o acidente. O sótão estaria completamente escuro, com apenas a luz que entrava pela porta. Para ele, Gugu pode ter tentado acender uma lâmpada e pisado em falso. A viagem recente e o jet lag também foram citados como fatores possíveis.
“O Jet lag, ele tinha acabado de chegar de viagem. O sótao totalmente escuro, é breu”, relatou o diretor.
Acidente aconteceu em 2019
Gugu sofreu a queda em 20 de novembro de 2019, na casa onde morava em Orlando, na Flórida. Ele caiu de aproximadamente quatro metros de altura enquanto acessava o sótão e foi levado ao Orlando Health Medical Center.
O apresentador permaneceu internado, mas a família comunicou oficialmente sua morte dois dias depois, em 22 de novembro, aos 60 anos. Os exames identificaram um sangramento intracraniano, e os médicos confirmaram posteriormente a morte encefálica.







