SÃO PAULO — O Itaú fechou com a Eztec o aluguel de duas torres inteiras do complexo corporativo Esther Towers, na Avenida Chucri Zaidan, zona sul de São Paulo. O contrato inicial tem duração de dez anos e deve gerar cerca de R$ 1,17 bilhão em receitas de locação para a construtora.
O empreendimento tem mais de 91 mil metros quadrados de área locável e capacidade estimada para aproximadamente 9.600 posições de trabalho. A ocupação será feita de forma gradual, ampliando a presença do banco no eixo corporativo da cidade. As novas torres vão se juntar às operações que o Itaú já mantém na Faria Lima e no Jabaquara.
A mudança também está ligada à revisão das regras do trabalho híbrido. A partir do primeiro trimestre de 2028, os funcionários administrativos deverão trabalhar presencialmente pelo menos três dias por semana. Para os superintendentes, a exigência começa antes: em janeiro de 2027, eles terão de comparecer ao escritório quatro vezes por semana. A rotina já é aplicada à diretoria.
De acordo com a justificativa oficial, os novos espaços foram planejados para oferecer ambientes estruturados de colaboração e troca de conhecimento entre as equipes durante a retomada aos escritórios.
Para a Eztec, o acordo garante a ocupação integral do complexo por um único inquilino. A operação deve proporcionar receita média anual de R$ 117 milhões, com reajustes anuais pelo IPCA ao longo do contrato. Com a locação, o Esther Towers passa a concentrar uma operação de grande porte do banco, que prepara a expansão de seus espaços corporativos enquanto ajusta a frequência presencial de diferentes grupos de funcionários.







