Lauro Corona teve a carreira interrompida no auge da fama enquanto atuava em Vida Nova (1988), novela escrita por Benedito Ruy Barbosa. O ator, considerado um dos grandes galãs da Globo na década de 80, deixou a produção por causa do agravamento de problemas de saúde relacionados ao vírus da Aids.
Antes do afastamento, Corona havia se destacado em produções como Baila Comigo (1981), Elas por Elas (1982) e Corpo a Corpo (1984). Ele também apresentou o programa musical Globo de Ouro em 1985 e liderou o ranking de atores que mais recebiam cartas de fãs na emissora.
Saída de Vida Nova
Na novela, o ator interpretava Manuel Vitor, um português que vivia um romance proibido com Ruth, personagem de Deborah Evelyn. Com a saúde debilitada e o ritmo de gravações cada vez mais difícil, ele pediu afastamento sob a justificativa oficial de estafa.
Para retirar o personagem da trama, a história informou que Manuel Vitor havia voltado para Portugal. Na expectativa de se recuperar e retornar para as cenas finais, Corona se isolou em um sítio em Itatiba, no interior de São Paulo.
A saúde do ator, porém, continuou piorando. Lauro Corona morreu em 20 de julho de 1989, aos 32 anos, dois meses depois do fim da novela. O laudo médico apontou infecção respiratória, septicemia, miocardite, insuficiência renal e hemorragia digestiva alta.
Última cena
A saída do ator também marcou a condução da história. Benedito Ruy Barbosa lamentou a ausência de Corona em declaração ao jornal O Dia, em abril de 1989.
A última sequência gravada pelo artista em Vida Nova mostrava Manuel Vitor se despedindo dos amigos em uma estação de trem. Depois, o personagem partia durante uma noite escura enquanto recitava versos de Fernando Pessoa.
A cena encerrou a trajetória do personagem e se tornou a despedida de Lauro Corona na televisão. O trabalho do ator continua associado às produções de sua carreira e a trechos disponíveis pelo Globoplay.







