Luiz Bacci criticou Ana Paula Renault após a jornalista defender publicamente a proibição das bets no Brasil. A campeã do BBB 26 publicou um vídeo no Instagram no sábado (26), em apoio à Medida Provisória nº 1.394, assinada pelo governo federal.
Durante um comentário em seu canal no YouTube, Bacci questionou a coerência da posição da ex-BBB. O apresentador lembrou que a Betano integrou o grupo de patrocinadores do reality e chamou Ana Paula de “sonsa”.
Argumentos de Ana Paula
No vídeo, Ana Paula disse apoiar a medida como forma de proteção às famílias. Ela citou dados atribuídos ao Ministério da Fazenda e afirmou que os apostadores perderam quase R$ 37 bilhões em plataformas autorizadas ao longo de 2025. Também mencionou cerca de R$ 221 bilhões em depósitos feitos no período.
A jornalista relacionou o dinheiro destinado às apostas a despesas como alimentação, aluguel, educação e lazer. Além disso, defendeu a fiscalização de plataformas clandestinas e o atendimento a pessoas que desenvolveram dependência em jogos. Ela também criticou a associação das bets à promessa de uma vida melhor.
Prêmio do reality
Ao questionar Ana Paula, Bacci sugeriu que ela devolvesse o dinheiro recebido pela vitória ou destinasse o valor a um hospital. No entanto, a Betano não foi responsável diretamente pelo aumento da premiação do BBB 26.
O valor inicial foi dobrado pelo Mercado Pago, fazendo o prêmio chegar a R$ 5,44 milhões. Na final, Ana Paula recebeu aproximadamente R$ 5,7 milhões, considerando a valorização acumulada durante o programa. A Betano patrocinou o reality e realizou ações comerciais durante a temporada, mas não financiou diretamente o prêmio.
Bacci também citou Anitta ao comentar contratos de celebridades com empresas de apostas e pediu que a cantora explicasse sua posição sobre o setor.
Até o momento, não há registro público de resposta de Ana Paula às críticas. A medida provisória prevê uma transição para o encerramento das operações: os usuários têm até 5 de outubro para retirar valores disponíveis, enquanto sites e aplicativos devem deixar de funcionar a partir de 6 de outubro.







