A suspeita de que Aladim teria sido enterrado vivo não resistiu às explicações médicas nem ao relato do parceiro Alan. O cantor morreu em 1º de outubro de 1992, aos 35 anos, durante uma internação em Mogi das Cruzes (SP), e a hipótese de catalepsia surgiu depois, cercada por relatos de gritos e arranhões no caixão.
José Nascimento Cardoso enfrentava fortes dores provocadas por uma infecção dentária não tratada. O quadro avançou para dificuldades para mastigar e engolir. No hospital, onde passou por um procedimento cirúrgico nas amígdalas, sofreu uma parada cardiorrespiratória irreversível. Especialistas apontaram como possíveis causas uma infecção generalizada, conhecida como septicemia, ou um choque anafilático.
O corpo foi sepultado no Cemitério da Saudade, em Mogi das Cruzes. A história ganhou força porque o túmulo permaneceu aberto até a manhã seguinte ao velório, segundo lembrança de Alan em entrevista ao jornalista André Piunti. Foi nesse intervalo que começaram a circular versões sobre sons durante a noite e marcas no caixão.
A catalepsia é um distúrbio que pode paralisar os movimentos e reduzir intensamente os batimentos cardíacos, criando a aparência de morte. Ainda assim, a possibilidade foi descartada. Alan afirmou em entrevistas que a história dos arranhões era falsa. A família também recusou pedidos de exumação para evitar o sofrimento causado pelas especulações.
A dupla formada por Aladim e Edmilson Fernandes Machado, o Alan, ganhou projeção na década de 80. Em 1987, os dois alcançaram sucesso nacional com “Liguei pra dizer que te amo”, faixa de um álbum que vendeu cerca de 2 milhões de cópias.
Em 2026, Alan segue nos palcos com o projeto “Alan & Aladim Pra Sempre”. A apresentação tem Rudy Reis, o atual Aladim, como parceiro de dupla e passa por cidades de todo o Brasil.







