RIO DE JANEIRO — O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) defendeu investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) durante um ato na Praia de Copacabana, nesta segunda-feira (7). Ao fim do evento, ele enviou um abraço a André Mendonça, ministro do Supremo, e mencionou também Fachin e outros integrantes da Corte.
Cury afirmou que, se for eleito, ninguém será poupado de apurações. Para ele, eventuais indícios de corrupção devem ser investigados até o fim, com condenação caso a culpa seja comprovada. O candidato também disse que não busca prestígio ou dinheiro do poder e declarou que o salário de presidente seria usado para financiar 2 microempresas de alunos de escola pública por mês.
A estimativa do Monitor do Debate Político da USP/CEBRAP e da More in Common apontou a participação de 1,4 mil pessoas. A contagem foi feita com base em fotos aéreas analisadas por um software de inteligência artificial.
Propostas apresentadas no ato
Cury chegou às 11h25. Os apoiadores se concentraram no Posto 6 e caminharam sob chuva pela Avenida Atlântica até o Posto 5, em um trajeto de 500 metros. Durante o discurso em um trio elétrico, ele prometeu financiar 10 milhões de microempresas em cada comunidade ou favela.
O candidato também propôs uma agência do Banco do Empreendedor e uma Escola do Empreendedor em cada escola pública. Disse ainda que pretende governar com justiça e inteligência, reunindo especialistas, e afirmou que o Brasil não pode ser capturado por 2 famílias.
Ao recordar a visita à Rocinha na semana anterior, Cury falou sobre a infância com os pais e mais 6 filhos em um único quarto. Ele também citou a mulher, Suleima, com quem é casado há 43 anos.
Na agenda voltada às mulheres, o candidato mencionou mortes cometidas por maridos ou parceiros a cada 5 ou 6 horas, diferença de 4% nos juros e remuneração média 21% menor em determinados trabalhos com a mesma qualificação. O evento terminou por volta das 12h45.







