A Bahia registrou redução no número de transplantes realizados em 2026, enquanto aumentou a quantidade de pessoas à espera por um órgão. Entre janeiro e agosto, foram feitos 142 transplantes de rim no estado, contra 227 no mesmo período de 2025.
A queda também atingiu os transplantes de córnea. O número de procedimentos passou de 543 para 422 na comparação entre os dois anos. Atualmente, 1.914 pessoas aguardam por um transplante de córnea na Bahia.
Na fila por um rim, são 2.350 pacientes em 2026. O número supera os 2.156 registrados em 2025. Entre eles está Silene Amaral, que faz sessões de hemodiálise três vezes por semana enquanto espera pelo transplante.
A rotina inclui restrições e cuidados constantes. “Gostaria de beber água ou comer um acarajé, mas é preciso controle”, relata Silene.
Como funciona a doação
A realização de um transplante depende da existência de um doador compatível. Na maioria das situações, a doação ocorre depois da confirmação da morte encefálica e exige autorização da família para a retirada dos órgãos.
Um único doador pode beneficiar várias pessoas com a doação de rins, fígado, coração, córneas e outros tecidos. No Brasil, a legislação determina que a família dê o consentimento para que a doação seja efetivada.
A recusa dos parentes é apontada por especialistas como um dos principais obstáculos ao aumento das doações. Em muitos casos, a família não conhece a vontade da pessoa. Por isso, conversar em vida sobre o desejo de ser doador é considerado fundamental.
Autoridades e profissionais de saúde reforçam a importância da conscientização sobre a doação de órgãos como forma de ajudar a reduzir as filas e oferecer mais qualidade de vida aos pacientes que dependem de um transplante.







