Bruna denunciou à Polícia Civil abusos sexuais que afirma ter sofrido dos 4 aos 14 anos. Segundo o relato, os episódios aconteciam principalmente durante as férias, quando ela ficava na casa do homem e da esposa dele, mas também teriam ocorrido em viagens, hotéis, pousadas, parques aquáticos e na casa dos pais da jovem.
Em depoimento, Bruna afirmou que, por ser criança, não entendia a gravidade das situações. Ela relatou que os abusos eram escondidos e aconteciam em diferentes horários, inclusive durante passeios de rotina com a família. De acordo com a denúncia, a esposa do acusado saberia do que ocorria e, em algumas ocasiões, teria orientado a menina a subir até o quarto do homem.
“Não compreendia a gravidade do que vivia”, afirmou Bruna. Ainda adolescente, ela diz ter encontrado, enquanto organizava documentos na casa da avó, uma carta escrita pela filha do acusado. No documento, a jovem também relatava ter sido vítima de abuso e pedia ajuda. Segundo a denúncia, o pedido não teria sido atendido naquele período.
Áudio entregue à polícia
Já adulta, Bruna afirma ter ouvido relatos de outras mulheres da família que também teriam sido vítimas do mesmo homem. Ela decidiu confrontá-lo e gravou a conversa. No áudio, o acusado admite ter tido contato físico inadequado com Bruna quando ela era criança e menciona o que chamou de “entendimento daquela época”. A mulher contesta a versão e afirma que tinha apenas 9 anos em um dos episódios citados.
Bruna entregou à Polícia Civil a gravação e a carta encontrada na casa da avó. O delegado responsável informou que a investigação apura crimes de estupro e atentado violento ao pudor. A próxima etapa prevista é ouvir o acusado.
Ao prestar depoimento, Bruna disse esperar que o caso seja solucionado rapidamente. Ela também afirmou que pretende mostrar a outras vítimas a importância de denunciar.







