SÃO PAULO — A campanha presidencial de Augusto Cury (Avante) defende alíquota zero e isenção tributária ampla para medicamentos, equipamentos e dispositivos médicos. A proposta foi apresentada por Paula Távora, representante da candidatura, durante o Fórum Saúde, Diálogo e Desenvolvimento, realizado nesta 5ª feira (24.set.2026).
“No nosso entendimento, saúde não deve ser tributada”, afirmou Távora. Ela criticou o modelo previsto na reforma tributária, que estima redução de 60% nas alíquotas de IBS e CBS para medicamentos em geral e alíquota zero para produtos específicos. Para dispositivos médicos, a legislação estabelece tratamentos diferentes conforme os produtos e as operações.
A representante também questionou o prazo para aplicação das regras. “As regras não são claras e vão ser aplicadas daqui a 3 meses”, disse. Segundo Távora, a candidatura pretende defender a isenção mais ampla possível para o setor.
Prioridades para a saúde
Ao falar sobre as 3 prioridades para os primeiros 100 dias de governo, Távora citou a expansão da atenção primária em municípios pequenos e regiões remotas. A proposta inclui mapear e estruturar unidades de saúde, com o objetivo de reduzir a concentração do atendimento nas grandes cidades.
O segundo eixo é a prevenção de doenças oncológicas com base no modelo do Hospital de Amor, em Barretos (SP). A candidatura também coloca a saúde mental entre as prioridades, com atenção à neurodivergência e à integração entre saúde e educação. A longevidade foi mencionada como outra área de atuação, com políticas voltadas à funcionalidade da população idosa.
SUS, emendas e doenças raras
Sobre o Sistema Único de Saúde, Távora afirmou que o principal problema não é a falta de recursos, mas a gestão. A campanha propõe mudanças na distribuição e no acompanhamento do dinheiro público destinado à saúde.
Para as emendas parlamentares, a ideia é criar sistemas de governança que obriguem os parlamentares a justificar a destinação dos recursos e a prestar contas dos resultados.
Na área de doenças raras, a candidatura defende a criação de um departamento específico no Ministério da Saúde, com orçamento separado. A medida é apresentada como forma de reduzir a judicialização da saúde e organizar o atendimento a doenças raras, preveníveis ou não.







