RIO DE JANEIRO — O Colégio Tamandaré interrompeu uma atividade de uma feira de ciências depois que uma aluna usou a mesma lanceta para medir a glicose de estudantes e visitantes. O procedimento ocorreu no último sábado (12), na Unidade Recreio II, no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio de Janeiro.
Até esta segunda-feira (14), 20 pessoas procuraram o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, relatando possível exposição pelo compartilhamento do instrumento. A unidade informou que todas foram atendidas, avaliadas e iniciaram o protocolo de profilaxia pós-exposição.
Orientações às pessoas envolvidas
A Secretaria Municipal de Saúde orientou que as pessoas que participaram do procedimento procurem uma unidade de saúde o mais rápido possível. O Colégio Tamandaré reforçou que a recomendação é destinada apenas a quem teve o dedo perfurado, e não a todos os alunos.
A escola comunicou os serviços de saúde próximos. Uma equipe do Centro Municipal de Saúde Harvey Ribeiro de Souza Filho permaneceu no colégio, nesta segunda-feira, das 11h às 14h, para acolhimento, orientação e encaminhamento. O grupo não realiza testes nem fornece medicamentos no local.
O atendimento indicado é o SPA do Hospital Municipal Lourenço Jorge, que funciona 24 horas e oferece testes e medicamentos relacionados à exposição. As famílias foram orientadas a levar o comunicado enviado pela escola e, se possível, a carteira de vacinação. Algumas chegaram a procurar o CER Barra, mas a instituição esclareceu que o serviço recomendado é o SPA do hospital.
Como a atividade foi realizada
Segundo a direção, uma aluna levou à escola, acompanhada da responsável, um lancetador descartável e uma caixa de lancetas para apresentar um trabalho sobre diabetes. Ela fez medições em visitantes que se aproximaram voluntariamente do estande.
A escola afirmou que nenhum professor, coordenador ou outro integrante da equipe acompanhou ou autorizou a prática. Durante o planejamento, os orientadores haviam definido que o aparelho seria usado somente como demonstração, sem medições em pessoas. A mesma lanceta foi utilizada em até três pessoas, de acordo com a instituição.
Após identificar o procedimento, a escola recolheu o aparelho e a caixa de lancetas e orientou a responsável pela estudante sobre a gravidade do ocorrido. Em comunicado às famílias, informou que a atividade não era autorizada.
Acompanhamento e investigação
A instituição informou que os exames dos participantes já comunicados à escola tiveram resultados negativos, mas reforçou a necessidade de acompanhamento médico mesmo após o resultado inicial.
Uma médica especialista em infectologia pediátrica foi chamada pela escola para acompanhar os casos. O atendimento com a profissional está previsto para quinta-feira (17), a partir das 14h30, mediante agendamento.
O caso foi registrado na 42ª DP de Recreio dos Bandeirantes. A Polícia Civil informou que testemunhas serão ouvidas e que outras diligências estão em andamento. O colégio disse ter comunicado formalmente as autoridades de saúde no mesmo dia em que soube do episódio e disponibilizado atendimento psicológico às famílias e aos estudantes envolvidos.







