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As mudanças nas versões de Flávio Bolsonaro sobre sua ligação com Daniel Vorcaro
Brasil

Flávio Bolsonaro admite negociação com Vorcaro após negar vínculo com o banqueiro

Senador reconheceu ter buscado patrocínio para filme sobre Jair Bolsonaro, depois de associar o caso Master ao PT e à esquerda.

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reconheceu ter negociado com Daniel Vorcaro, do Banco Master, o financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro. A admissão ocorreu depois de mensagens e áudios tornados públicos revelarem que o senador cobrava do banqueiro parcelas do acordo para a produção de Dark Horse.

Antes disso, Flávio havia negado qualquer ligação da família Bolsonaro e da direita com o escândalo envolvendo o banco. Em uma declaração publicada antes da divulgação dos diálogos, respondeu que era mentira a informação sobre o financiamento.

O contrato para o filme

De acordo com as informações divulgadas, Vorcaro teria repassado R$ 61 milhões para a produção, que ainda não foi lançada. O valor total combinado seria de US$ 24 milhões, equivalente a cerca de R$ 134 milhões na época.

Em nota divulgada na quarta-feira (13/05), Flávio afirmou que procurava um patrocínio privado para um filme sobre o próprio pai. Depois, em vídeo, disse: “Sim, tinha um contrato”. O senador também declarou que não ofereceu vantagens, não intermediou negócios com o governo e não recebeu dinheiro ou qualquer outro benefício.

Vorcaro está preso sob acusação de comandar fraudes bilionárias no Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central em novembro. Ele negocia um acordo de delação premiada.

Acusações contra o PT

Enquanto negava ter ligação com Vorcaro, Flávio Bolsonaro vinha defendendo uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para investigar o caso e atribuindo o escândalo ao PT, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à esquerda.

No último fim de semana, durante um evento de pré-campanha em Santa Catarina, o senador usou uma camiseta com a frase “O Pix é do Bolsonaro; o Master é do Lula”. Em outras manifestações, afirmou que o caso estaria relacionado a Jaques Wagner e Rui Costa, por causa das operações de crédito consignado do CredCesta.

Dados enviados pela Receita Federal à CPI que investiga o crime organizado mostram que, entre 2022 e 2024, o Master registrou R$ 2,4 bilhões em receita com a venda da carteira de consignados do CredCesta, contra R$ 1,9 bilhão gerado pelas mesmas operações.

Rui Costa declarou que apenas vendeu um negócio estatal deficitário para reduzir o prejuízo público e negou irregularidades. Jaques Wagner também negou envolvimento em negociações ou intermediações para empresas e contratos.

Em 23 de março, Flávio havia classificado como falsa a associação entre o escândalo e a direita. Em 25 de março, disse que os “lulapetistas” tinham explicações a dar. Já em 9 de maio, afirmou que o PT havia tentado impedir a CPI. No dia 10 de maio, voltou a dizer que o Banco Master era de Lula.

Doação para a campanha

Flávio também comentou a doação de R$ 3 milhões feita pelo pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, para a campanha presidencial de Jair Bolsonaro. Na ocasião, afirmou que não houve vinculação ou contrapartida e disse que o Banco Master estava longe de chegar perto da direita.

O senador ainda criticou uma reunião entre Lula e Vorcaro no Palácio do Planalto, em dezembro de 2024, que não foi registrada inicialmente na agenda oficial. Após a revelação das mensagens, porém, admitiu que conheceu o banqueiro no mesmo mês e que negociou com ele o financiamento do filme.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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