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Nossa Senhora Aparecida e a polêmica que acaba com o mito do Bolsonaro moderado
Brasil

Promessa religiosa de Flávio Bolsonaro amplia debate sobre Nossa Senhora Aparecida

Candidato acionou a Justiça Eleitoral após publicações associarem sua família à retirada do título de padroeira do Brasil.

A promessa de Flávio Bolsonaro de decretar que “o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”, caso seja eleito presidente, desencadeou uma discussão sobre religião, alianças políticas e liberdade de expressão. O candidato do Partido Liberal também recorreu à Justiça Eleitoral contra publicações que associavam sua família à intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

No fim de agosto, Flávio afirmou que esse seria um dos primeiros atos de seu governo. A declaração passou a ser analisada em meio à disputa entre diferentes grupos religiosos sobre o espaço de símbolos de fé na vida pública. Para católicos, a devoção a Maria ocupa posição central; setores evangélicos rejeitam essa prática e defendem outras referências religiosas.

A relação entre o tema e o debate político também envolve Victorio Galli. Em 2007, quando era deputado pelo MDB, ele apresentou um projeto para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A proposta foi arquivada em 2008. Galli permaneceu próximo da família Bolsonaro, foi assessor especial de Jair e hoje apoia Flávio.

Decisão judicial e reação à polêmica

A jornalista Maria Cristina Fernandes comentou na GloboNews que havia reação na Igreja Católica a uma parcela de evangélicos que, segundo sua apuração, estaria mobilizando a pauta de retirada do título de padroeira. Ela avaliou como essa preocupação poderia repercutir na eleição, sem afirmar que Flávio tivesse apresentado um projeto com esse objetivo ou incluído a medida em seu programa de governo.

Após a circulação de interpretações diferentes nas redes, Flávio pediu à Justiça Eleitoral a remoção de publicações e outras providências. Entre os alvos estavam o humorista Antônio Tabet, um dirigente da Secretaria de Comunicação do governo Lula e uma postagem que apenas demonstrava simpatia por Nossa Senhora Aparecida.

O ministro André Mendonça determinou a retirada de mais de mil links que relacionavam Flávio ou sua família à intenção de retirar o título de padroeira. A campanha tinha o direito de contestar uma atribuição que considerasse falsa, mas a decisão abriu uma discussão sobre os limites entre corrigir uma informação e eliminar o debate provocado por uma declaração pública.

No domingo, 27/09, Flávio afirmou em entrevista que a alegada fake news havia sido produzida com participação da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB. A GloboNews pediu desculpas pelo comentário de Maria Cristina Fernandes, o que, na avaliação apresentada no debate, deixou a jornalista exposta como autora de uma acusação que ela não havia feito.

A controvérsia também foi relacionada às propostas econômicas da campanha. Flávio promete um “tesouraço” nas despesas, um novo teto de gastos e um ajuste expressivo nas contas públicas. A coordenadora de seu plano de governo apresentou Javier Milei como um “ótimo exemplo” para o Brasil.

A discussão central permanece: Flávio pode negar que tenha um plano para retirar o título de Nossa Senhora Aparecida, mas suas declarações, alianças políticas e reação às críticas continuam sendo temas de análise durante a campanha presidencial.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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