BELO HORIZONTE — Flávio Roscoe deve desistir da disputa pelo governo de Minas e apoiar Cleitinho, do Republicanos. A decisão pode ser anunciada nas próximas horas, em Belo Horizonte.
Ex-presidente da Fiemg, Roscoe entrou tarde na corrida eleitoral devido à indecisão de Cleitinho sobre disputar o cargo. A articulação inicial previa uma união entre PL e Republicanos, com o objetivo de formar uma candidatura competitiva e oferecer palanque a Flávio Bolsonaro. Bolsonaro participou do lançamento da campanha de Roscoe, mas pesquisas não indicaram crescimento do nome. O empresário também ficou afastado após ter Covid, agravada por pneumonia.
Nos bastidores, ainda circula a informação sobre um vídeo envolvendo um candidato a deputado federal e ex-prefeito de uma cidade mineira. Segundo os relatos, ele estaria relacionado a um escândalo sexual que poderia afetar a chapa de seu partido. A informação não foi detalhada.
Propostas de Marcelo Aro
Candidato ao Senado pelo Progressistas, Marcelo Aro defendeu a redução da maioridade penal para 16 anos e a castração química para estupradores de crianças e mulheres. Ele afirmou que facções criminosas recrutam jovens de 16 a 18 anos porque eles não são presos. “Estudei muito. Conheço o sistema prisional como poucos”, declarou.
Aro também criticou o que chamou de “ditadura do Judiciário” e defendeu o impeachment de ministro do Supremo Tribunal Federal como forma de limitar a atuação da Corte. Ao mencionar Alexandre de Moraes, questionou o contrato de honorários da mulher do ministro.
Sobre a dívida de Minas, o candidato disse que o estado terá de pagar os 180 bilhões de reais negociados com a União. Para ele, a entrega de ativos pode ser usada para amortizar o débito. Aro também defendeu que os 500 milhões de reais pagos mensalmente sejam destinados a investimentos da União em Minas, como obras e serviços.
Outras declarações
O candidato a deputado estadual Tony Carlos denunciou uma suposta tentativa de suborno contra seu motorista. A proposta teria sido enviada por WhatsApp.
Já Anderson Adauto, candidato a deputado federal, participou de um encontro com a Diretoria da Aciu. Ele avaliou que a direita tinha nomes melhores para a Presidência da República, como Tarcísio de Freitas, mas acabou refém da extrema direita. Também disse que Lula disputa sua última eleição e que a esquerda precisa evitar o erro atribuído à direita.
Adauto prevê que projetos de reforma do Judiciário ganhem força depois da eleição. Uma das propostas citadas prevê mandato de 10 a 12 anos para ministros do STF, encerrando a vitaliciedade.
Na avaliação dele, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques podem deixar o Supremo após a eleição. André Mendonça, segundo Adauto, deve escapar de punição ou impeachment, mas poderia receber uma advertência.








