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Areia teria sido enviada em golpe ligado à cassiterita de Roraima
Brasil

Areia teria sido enviada em golpe ligado à cassiterita de Roraima

Polícia Federal apura transação de R$ 250 milhões envolvendo advogados, empresário e a multinacional Gerald Group.

Uma carga apresentada como areia teria sido usada para viabilizar o pagamento antecipado de R$ 250 milhões em uma negociação ligada à extração irregular de cassiterita na Terra Indígena Yanomami. A Polícia Federal investiga o caso e apura a suspeita de que o minério não tenha sido entregue à compradora, a multinacional Gerald Group, sediada em Londres.

Investigação envolve três brasileiros

Os investigados são os advogados Santiago Shunck e Guilherme Romão, além do empresário Diego Possebon. Os dois advogados são associados ao escritório Nelson Wilians Advogados, mas a empresa afirmou que os fatos ocorreram entre 2021 e 2022, quando eles trabalhavam de forma independente e ainda não faziam parte da sociedade.

De acordo com a apuração policial, intermediadores teriam participado da operação sem saber que ela apresentaria caráter ilícito. A negociação teria sido estruturada como uma compra de carregamento de areia para permitir o recebimento antecipado do dinheiro.

A cassiterita é o minério do qual se extrai o estanho, usado depois de refinado na fabricação de componentes eletrônicos, como chips e placas de vídeo. O material também é conhecido como “Ouro Negro”.

Empresas e posicionamentos

Uma empresa ligada ao Gerald Group, a MLS Berkowitz, faliu depois de se envolver na transação. Desde então, a companhia sediada na Inglaterra ajuíza ações cíveis para cobrar os responsáveis pela venda do carregamento apresentado como areia.

O Gerald Group rejeitou “categoricamente qualquer sugestão de que possa ter participado de qualquer forma de declaração falsa ou adulteração de material ou documentação” para facilitar a exportação de cassiterita ou de outro mineral do Brasil. A MLS Berkowitz foi notificada por e-mail, mas não havia respondido.

O escritório Nelson Wilians Advogados informou que Santiago Shunck não é mais sócio e que os dois advogados consideram regular a própria atuação. A OAB de São Paulo também não havia respondido até a conclusão da apuração. O espaço permaneceu aberto para Diego Possebon.

Nelson Wilians foi alvo de três operações recentes: Sem Desconto, sobre desvio de dinheiro de aposentados e pensionistas do INSS; Distrato, que apura a comercialização de créditos irregulares de ICMS; e Arena, sobre lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo a casa de apostas Pixbet. Ele afirma não ter cometido irregularidades.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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