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Entenda o contrato suspenso pelo governo de Minas com empresa ligada ao PCC
Brasil

Governo de Minas suspende contrato de R$ 237,6 milhões com a Renapsi

Parceria foi assinada em março para atender 10.000 estudantes; entidade tem fundador investigado por suspeita de ligação com o PCC.

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), determinou a suspensão do contrato entre o governo estadual e a Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração (Renapsi). O acordo, no valor de R$ 237,6 milhões e com duração de dois anos, foi firmado em março, durante a gestão de Romeu Zema (Novo).

A contratação foi realizada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social para a execução do programa Evolução Jovem, voltado à inserção de 10.000 estudantes da rede estadual no mercado de trabalho. Antes de anunciar a suspensão, o governo havia informado que o termo tinha seguido os trâmites legais e que não havia impedimento para a continuidade da parceria.

A decisão foi comunicada no fim da tarde desta sexta-feira (8/5), após a divulgação de denúncias sobre a entidade. Um dos fundadores da Renapsi, Adair Meira, está preso em São Paulo sob suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo uma fintech ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A Renapsi afirmou que não é alvo da investigação e que Meira não exerce função de gestão nem mantém vínculo administrativo com a organização. A defesa do empresário também declarou que ele não integra os quadros diretivos, administrativos ou operacionais da entidade. Segundo a Polícia Civil, porém, Meira seria o “real dono” da Renapsi.

As investigações apontam que a organização teria sido usada para o pagamento de boletos da 4TBank, fintech criada por um integrante do PCC. Parte dos valores teria sido transferida para outras empresas de Meira, enquanto outra quantia teria sido repassada em espécie. A Polícia Civil afirma ainda que recursos chegaram a ser transportados de helicóptero.

Após a repercussão do caso e uma denúncia apresentada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o deputado estadual Professor Cleiton (PV) solicitou investigações ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG).

Em vídeo, Simões disse ter determinado a interrupção de qualquer pagamento à Renapsi e a suspensão do contrato. A Controladoria-Geral do Estado (CGE) foi acionada para analisar a existência de irregularidades. O governador afirmou que o contrato ainda não havia começado a operar.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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