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Greve de professores em BH segue sem prazo após impasse sobre convenção
Foto: Sinpro Minas/Divulgação
Brasil

Greve de professores em BH segue sem prazo após impasse sobre convenção

Categoria rejeitou a divisão da convenção coletiva e terá nova assembleia após audiência de mediação no TRT.

A greve dos professores de escolas particulares de Belo Horizonte e região continua por tempo indeterminado após a categoria rejeitar a proposta de dividir a Convenção Coletiva de Trabalho entre educação básica e ensino superior. A decisão foi tomada em assembleia nesta sexta-feira (18).

O Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro Minas) informou que os docentes vão realizar um ato em frente ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) durante a audiência de mediação marcada para segunda-feira (21), às 14h30. O encontro vai discutir a situação da campanha salarial.

A categoria defende a renovação da convenção atual sem alterações e pede reajuste salarial com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), de 3,77%. O documento, que hoje é único, estabelece os direitos dos professores de todas as etapas de ensino.

Próximos passos

Uma nova assembleia está marcada para terça-feira (22), às 9h30. Os professores vão avaliar a continuidade da paralisação.

De acordo com o Sinpro Minas, os donos de escolas afirmam que só vão fechar um acordo da campanha salarial se os docentes aceitarem a divisão da convenção. Para os professores, a mudança reduz a capacidade de negociação coletiva e pode abrir espaço para novos ataques a conquistas históricas, como bolsas de estudos e isonomia salarial.

A presidente do sindicato, Valéria Morato, afirmou que a categoria está aberta ao diálogo, mas que o sindicato patronal estaria tentando impor a divisão como condição para negociar. Ela também disse que os professores apresentaram, nas primeiras rodadas, uma pauta com mais de 10 pontos de valorização da carreira docente.

Segundo o sindicato, a paralisação também defende direitos como férias coletivas, adicional extraclasse e isonomia salarial. O Sinpro Minas afirma ainda que, sem uma convenção assinada, algumas escolas já deixaram de aplicar direitos dos professores, incluindo as bolsas de estudos.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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