A qualidade de quem trabalha com informação não pode ser medida apenas pelo diploma, avalia o jornalista Heródoto Barbeiro. Para ele, a conduta profissional, o conhecimento e o compromisso com o público devem ter papel central no exercício do jornalismo.
Barbeiro afirma que a formação acadêmica continua sendo um caminho importante de aprendizado, mas questiona a transformação desse documento em requisito obrigatório. “O diploma não determina a qualidade de um profissional”, declarou.
Na avaliação do jornalista, a audiência também participa desse processo ao analisar a preparação, a credibilidade e a qualidade de quem produz conteúdo. Responsabilidade, conhecimento e respeito ao cidadão seriam elementos necessários para conquistar e preservar a confiança de espectadores e ouvintes.
Critérios nas redações
A seleção de profissionais, segundo Barbeiro, deve considerar aspectos como currículo, experiência, conhecimento e desempenho. “A contratação de jornalistas deve levar em consideração o currículo, a experiência, o conhecimento e o desempenho profissional”, afirmou.
Esse entendimento coloca em lados opostos os argumentos presentes no debate. Defensores da exigência veem a faculdade como uma forma de desenvolver técnica, ética e compromisso com a informação. Já os críticos apontam que a obrigatoriedade pode restringir a liberdade de expressão e dificultar a entrada de interessados na área.
Para Barbeiro, as empresas devem escolher quem estiver mais preparado para a função e compreender a responsabilidade de informar. Assim, o diploma mantém seu valor como formação, mas deixaria de funcionar como condição indispensável para o direito de informar.







