Os candidatos que chegaram na frente ao fim do primeiro turno venceram todas as sete eleições presidenciais decididas em uma segunda votação desde 1989. O levantamento foi feito pela Brasília Insights a partir dos resultados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), considerando eleições para presidente e governador entre 1989 e 2022.
As eleições presidenciais de 1994 e 1998 não tiveram segundo turno, porque foram definidas na primeira etapa. Nas demais disputas, a diferença entre os dois primeiros colocados diminuiu na votação decisiva em seis ocasiões.
Exceção em 2006
A exceção ocorreu em 2006, quando Lula ampliou a vantagem sobre Geraldo Alckmin. A diferença, que era de 6,97 pontos no primeiro turno, passou para 21,66 pontos no segundo.
O resultado mais equilibrado foi registrado em 2022. Lula terminou a primeira votação com 48,43% dos votos válidos, contra 43,20% de Jair Bolsonaro, uma frente de 5,23 pontos. No segundo turno, Lula venceu por 50,90% a 49,10%, com diferença de 1,80 ponto.
Disputas para governador
O cenário estadual teve mais mudanças de liderança. Das 121 eleições para governador realizadas entre 1990 e 2022, o segundo colocado na primeira etapa conseguiu assumir a dianteira e vencer 34 vezes, o equivalente a 28,1% dos casos.
A maior reversão ocorreu em Minas Gerais, em 1994. Hélio Costa abriu 21,1 pontos sobre Eduardo Azeredo na primeira votação, mas Azeredo terminou eleito na etapa seguinte, com 58,65% contra 41,35%. Depois desse caso, não houve outra virada em que a diferença inicial superasse 21,1 pontos nas disputas estaduais avaliadas.
O levantamento descreve o histórico das eleições anteriores e não representa uma projeção para 2026.







