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Lula leva defesa do multilateralismo e da soberania à Assembleia da ONU
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Lula leva defesa do multilateralismo e da soberania à Assembleia da ONU

Presidente falará sobre conflitos, clima, inteligência artificial e reforma do Conselho de Segurança nesta terça-feira (23).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará, nesta terça-feira (23), o discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU. A fala deve durar cerca de 20 minutos e terá como eixos o multilateralismo, a soberania dos países e a cooperação internacional diante de conflitos e desafios globais.

De acordo com o Itamaraty, Lula também deve tratar de mudanças climáticas, meio ambiente, violações de direitos humanos e dos impactos do avanço da inteligência artificial. Os efeitos econômicos das guerras, incluindo a alta nos preços de alimentos, combustíveis e fertilizantes, estarão entre os assuntos, assim como a busca por soluções negociadas para os conflitos.

Será a décima vez que Lula fará o pronunciamento que tradicionalmente abre o debate geral da Assembleia Geral.

Reforma do Conselho de Segurança

O presidente deve defender mudanças na estrutura do Conselho de Segurança da ONU, que concentra o poder de veto nos cinco membros permanentes: Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido. A expectativa de integrantes do governo é que Lula destaque as dificuldades da organização para cumprir funções como a prevenção e a solução de conflitos.

A orientação é que o presidente reafirme a soberania brasileira e o princípio de não interferência, sem citar diretamente as eleições de 2026 ou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Não há pedido de reunião bilateral entre Lula e Trump. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, os dois devem se encontrar informalmente depois do discurso do brasileiro e antes da fala do norte-americano. A previsão é de um cumprimento e uma conversa breve, sem encontro formal.

O combate ao crime organizado também deve ser abordado. A intenção é apresentar ações brasileiras contra facções criminosas e crimes ambientais como exemplos da necessidade de ampliar a cooperação entre os países. Para integrantes do governo, a menção ao Brasil em um documento enviado pelo governo norte-americano ao Congresso dos EUA sobre organizações criminosas representa uma tentativa de politizar o tema. O país não está na lista, mas é citado no texto.

Agenda em Nova York

Lula viajou para os Estados Unidos e tem reuniões previstas em Nova York. Nesta segunda-feira (21), ele deve se encontrar com o prefeito da cidade, Zohran Mamdani, na residência do embaixador brasileiro. A comitiva recebeu mais de 30 pedidos de reuniões bilaterais, ainda sem definição sobre quais serão realizados.

O discurso ocorrerá na manhã de terça-feira (23). Depois, Lula deve acompanhar parte dos pronunciamentos seguintes, antes de retornar ao Brasil perto do meio-dia. O chanceler Mauro Vieira permanecerá em Nova York para coordenar encontros de diferentes agrupamentos multilaterais, incluindo a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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