SÃO PAULO — A investigação sobre a morte do motorista de aplicativo Rafael Zimbarg Francez, de 25 anos, considera, entre as hipóteses, um possível roubo seguido de morte. O Departamento de Homicídios também apura uma informação levantada antes do desaparecimento: Rafael cobrava uma dívida em dinheiro que ainda não havia sido paga.
O corpo foi localizado no porta-malas do carro do motorista, abandonado e sem placas em uma rua da Zona Oeste de São Paulo. Moradores perceberam um cheiro vindo do veículo e acionaram a Polícia Militar. Eles disseram que o automóvel estava no local havia quatro dias.
Sinais encontrados no veículo
De acordo com a PM, Rafael apresentava sinais de violência. Foram identificados, inicialmente, hematomas e um furo provocado por disparo de arma de fogo. A confirmação das lesões e da causa da morte depende da avaliação do médico do Instituto Médico Legal.
"A princípio tem hematomas, furo de disparo de arma de fogo, mas ao certo só com o médico do IML", informou a Polícia Militar.
Uma placa adulterada, pertencente a outro carro, também foi encontrada no veículo.
Desaparecimento
Rafael sumiu depois de sair de casa para trabalhar pouco depois das 21h, na última segunda-feira. A família distribuiu cartazes e iniciou as buscas. O último sinal do celular indicou passagem pela comunidade de Paraisópolis, na Zona Sul, a cinco quilômetros do ponto onde o corpo foi encontrado.
Durante a tarde, parentes estiveram no Instituto Médico Legal para liberar o corpo. A família não quis dar entrevista, mas um amigo falou sobre a morte do motorista. O caso continua sob investigação do Departamento de Homicídios.







