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Motoristas de aplicativo trabalham mais horas e ganham menos por hora, aponta Pnad
Foto: Reprodução/Agência Brasil
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Motoristas de aplicativo trabalham mais horas e ganham menos por hora, aponta Pnad

Levantamento do IBGE mostra que 2 milhões de pessoas obtinham renda principal ou secundária por meio de plataformas em 2025.

A renda por hora dos motoristas de aplicativo ficou abaixo da registrada entre condutores que não usavam plataformas digitais em 2025. Segundo a Pnad Contínua, os plataformizados recebiam R$ 14,4 por hora, enquanto os não plataformizados ganhavam R$ 16.

A diferença aparece mesmo com uma jornada semanal maior entre os condutores que trabalhavam por aplicativos: 45,9 horas, contra 40,4 horas no grupo que não usava essas plataformas. O rendimento mensal médio dos plataformizados foi de R$ 2.873, R$ 68 acima dos R$ 2.805 registrados entre os não plataformizados.

Os dados são referentes a 2025 e foram divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No total, 2 milhões de pessoas trabalhavam por meio de aplicativos no país, considerando a atividade como fonte principal ou secundária de renda.

Perfil dos trabalhadores

A maior parte desse contingente estava no transporte de passageiros, com cerca de 1,2 milhão de pessoas. Aplicativos de entrega de comida e produtos reuniam 585 mil trabalhadores, incluindo 376 mil entregadores. Já as plataformas voltadas à prestação de serviços gerais ou profissionais eram usadas por 313 mil pessoas.

Para 1,8 milhão de trabalhadores, os aplicativos eram a principal fonte de renda. Outros 182 mil recorriam às plataformas como fonte secundária.

Entre 2022 e 2025, o número de pessoas que trabalhavam com aplicativos cresceu 36,8%, de acordo com o IBGE. A participação passou de cerca de 1,5% das pessoas ocupadas no início da série para 2% no levantamento mais recente.

Os homens representavam 84,4% dos trabalhadores de aplicativos, enquanto as mulheres correspondiam a 15,6%. Entre os ocupados em atividades não plataformizadas, a divisão era de 58,2% e 41,8%, respectivamente.

Cerca de 47% dos plataformizados tinham de 25 a 39 anos, faixa que reunia 37,4% dos trabalhadores em ocupações não plataformizadas. Quanto à escolaridade, 62,5% dos trabalhadores de aplicativos tinham ensino médio completo ou superior incompleto.

A contribuição para o INSS também era menos frequente entre os plataformizados: 34%, contra 62,4% dos ocupados no setor privado.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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