O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), bloqueou Gilmar Mendes em um aplicativo de mensagens após uma discussão sobre Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O embate ocorreu antes de um julgamento sobre possíveis investigações relacionadas ao empresário e a integrantes do tribunal.
Na troca de mensagens, Gilmar criticou a proximidade de Nunes Marques com André Mendonça nos casos envolvendo Vorcaro e também fez críticas a Luiz Fux. O decano do STF cobrou que os ministros apresentassem suas contas e deixassem os processos relacionados ao caso. Ele ainda afirmou que Nunes Marques deveria deixar a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Nunes Marques respondeu que se sentia desrespeitado e disse prestar contas havia 15 anos. Depois da sequência de mensagens, afirmou que não manteria contato com quem não o respeitasse. Gilmar encerrou a conversa mencionando Fux e falando em possíveis irregularidades.
Registros encontrados no celular do ex-banqueiro relacionam Kevin Marques, filho de Nunes Marques, a R$ 500 mil. O valor aparece ao lado do nome e do contato telefônico do advogado. As mensagens de Gilmar foram enviadas enquanto ele estava em um casamento na Itália.
Julgamento no STF
Na terça-feira (15), o STF analisaria se Alexandre de Moraes deveria ser investigado por uma suposta relação com Vorcaro. A sessão foi interrompida após um pedido de vista de Flávio Dino, que havia concordado com a proposta de Gilmar para reunir esse processo a um pedido de investigação sobre André Mendonça. O voto de Dino não foi computado, e o placar parcial ficou em 4 a 3 pela manutenção dos casos separados.
Nunes Marques não participou da análise. Ele se declarou impedido por ser presidente do TSE e afirmou que não queria votar para não interferir nas eleições. Ao anunciar a decisão, negou ter trocado mensagens com Vorcaro e também disse que nunca julgou processo ligado ao Banco Master. O ministro afirmou ainda que seu filho nunca prestou serviço nem recebeu remuneração do banco.







