O procurador-geral da República, Paulo Gonet, recomendou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que Henrique Vorcaro possa sair temporariamente da prisão para realizar exames médicos. O parecer foi encaminhado ao ministro André Mendonça, relator do caso envolvendo o Banco Master, nesta sexta-feira (18).
A defesa pediu a autorização depois que um médico solicitou exames complementares em 21/8. O pedido também considera que a direção da penitenciária ainda não avaliou uma consulta particular com um coloproctologista.
Avaliação médica
Henrique Vorcaro está preso desde maio, em Minas Gerais. Em agosto, ele apresentou “sintomas de possível crise de diverticulite” e foi levado a uma UPA próxima ao local onde está detido.
Gonet afirmou não identificar impedimento para a realização dos exames, mesmo que uma avaliação médica tenha apontado ausência de urgência e registrado a prescrição de antibióticos “por obstinação do paciente”. A manifestação, porém, condiciona a saída às regras da unidade prisional, que deverá definir como o deslocamento será realizado.
A diverticulite é uma inflamação ou infecção dos divertículos, pequenas bolsas que podem se formar nas paredes do cólon, no intestino grosso.
Outro pedido analisado
No mesmo documento, o procurador-geral se posicionou pela manutenção da prisão preventiva de Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos.
Campos e Henrique Vorcaro foram presos em maio em uma investigação da Polícia Federal sobre os grupos “A Turma” e “Os Meninos”. As apurações tratam de suspeitas de intimidação de pessoas e acesso clandestino a informações sigilosas em benefício de Daniel Vorcaro.
Segundo a descrição apresentada no parecer, Campos atuaria como colaborador técnico e logístico de “Os Meninos”. O grupo é apontado como o núcleo operacional tecnológico responsável por ataques hackers, monitoramentos ilegais e derrubada de perfis em redes sociais, entre outras ações contra desafetos do ex-dono do Master.







