SÃO PAULO — Pelo menos 18 aparelhos apreendidos na investigação sobre a produtora do filme Dark Horse voltaram do Instituto de Criminalística para correção dos lacres. A devolução ocorreu por causa de problemas na preservação da cadeia de custódia, conforme relatórios da Polícia Civil de São Paulo liberados pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os documentos, que somam 4.618 páginas, foram retirados do sigilo neste domingo (13). Um registro policial informa que os objetos retornaram em 8 de junho para a troca dos invólucros e a colocação de novos lacres, medida destinada a manter a integridade do material.
Entre os itens estavam 9 notebooks, 5 celulares e 4 pendrives. A documentação não detalha, no trecho divulgado, outros aparelhos incluídos no total de 18 objetos.
A decisão de Dino determinou a liberação dos arquivos relacionados à investigação na estrutura judicial responsável por casos de organizações criminosas e lavagem de bens, direitos e valores no Foro Central Criminal da Barra Funda, na Comarca de São Paulo.
Sigilo das investigações
Também foram liberados, na semana passada, documentos da Polícia Federal relacionados ao filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao justificar a medida, Dino afirmou que busca garantir a “igualdade de todos perante a lei” e o mesmo tratamento a pessoas em situações idênticas nos autos.







